segunda-feira, 11 de abril de 2011

LUCIDEZ

     Em poucos dias, no início de abril, dois fatos geraram comoção nacional. O caso do Deputado Federal Bolsonaro e a morte horrível das crianças no Realengo.
        No caso do Deputado, conhecido pelos seus arroubos, eu entendo injustificada. Ele pode dizer e falar o que quizer, no foro adequado instado a dar explicações, por quem se julgar ofendido. Mas daí a dar tanta repercussão, devassas à vida do parlamentar, generalizações e julgamentos  resultam justamente no contrário do que pregam, a liberdade de opiniões e diversidade. Se tem alguém a favor, também pode ter alguém contra, é basico. 
         Aquela lei da física, da ação e reação também se aplica aqui. Quanto mais aguerrida a defesa, mais forte será o ataque. Até o equilibrio.
        É claro que eu não concordo com  deputado, tampouco concordo com tanta repercussão para um assunto que a meu ver é menos importante que educação, falta de perspectivas para os jovens, corrupção generalizada, morosidade da justiça, crescimento da violência civil e policial, aparelhamento estatal. 
          Corremos o risco de olhar para a floresta  e ver somente as folhas.
          Em relação ao caso do Rio de Janeiro, comovente, inexplicável, incompreensível. Muito se falou, especialistas, populares, jornalistas. Mas vejam o policial, um heroi em todos os sentidos, só o foi porque estava numa ação policial próxima, senão estaria armado de revólver e quiçá quanto tempo  teriam demorado para chegar ao colégio. Pelos vídeos que vi, a rua já estava lotada de moradores, antes que a segunda viatura chegasse, 25, 30 minutos talvez. É muito tempo.
           A imprensa, esmiuçou a vida do bandido e da família. 
          A família, compreensivamente, mesmo sem nada dever, tem medo de aparecer, pois teme os fazedores de justiça. Como se pode reclamar de um ato insano, cometendo outro. E mais, aproveitando o anonimato, como pichar  e arrombar a casa  do assassino.
           Tiro uma lição disto. Nunca estaremos suficientemente preparados para situações limite, mas a polícia tem de ser mais ágil e o povo tem que ser mais civilizado. Precisamo saber olho por olho e dente por dente é um retrocesso. 
            E finalmente o bom senso. Aplausos para os alunos que pintaram a casa pichada. Isso é civilidade.


        



Nenhum comentário:

Postar um comentário