Eduquei dois filhos, fui professor e posso afirmar com certeza, meus melhores ensinamentos, pelo menos os mais compreendidos e seguidos foram os exemplos.
O faça o que digo e não o que faço, não funciona na educação.
O meu lado professor me ajudou a compreender, que a defesa dos filhos deve ser incansável e sempre devemos estar atentos a eventuais problemas que eles tenham e esta disponibilidade é uma responsabilidade que não pode ser omitida nem terceirizada, para a escola a igreja, a babá e etc...
Contudo a defesa dos nossos filhos deve incluir a responsabilidade de prepará-los para a vida futura, isto inclui respeitar aos outros, as leis, conviver em sociedade, ética, ter espírito desarmado e por que não religião. Os valores religiosos geralmente ensinam tolerância, compreensão e valores éticos e morais.
Drogas, comportamentos sociais, no trânsito, nas filas, respeito aos idosos e aos diferentes são comportamentos aprendidos nas interações familiares e nos grupos de convivência.
Perdi um de meus filhos, e por isso vou me culpar eternamente, pois morreu as vésperas de completar 21 anos, uma terrível depressão que não percebi, ceifou sua vida.
Em toda a vida estudantil e ou social dos meninos, jamais alguém fez algum reparo no caráter deles, mas fui chamado à escola, porque conversavam demais e faziam bagunça nas salas por onde passavam, nas avaliações, sempre estavam na média do grupo. Desculpem, mas crianças saudáveis são sempre ativas, criança quietinha num canto tem algum problema e no mínimo merece ser observada.
Essa introdução visa expor minha indignação com o comportamento de pais que acham que proteger seu filho e não deixá-lo assumir responsabilidades pelos seus atos e mais nos erros dos filhos não ensinar que o correto responder às consequências dos erros.
Um Jet Ski, manejado por menores se desgovernou e matou uma criança que estava na praia brincando.
O que poderia ser uma triste fatalidade, gerada por uma irresponsabilidade, consegue ser pior, pois além de menores sem limites, estão os pais que omitem socorro, se escondem e tiram os menores do local, usando os meios de locomoção que dispõe e deixando o mal causado para os outros resolver.
Espero sinceramente que a lição que esses pais deram aos seus filhos não tenha sido guardada, para que no futuro, os pais não sejam vítimas de filhos tão mal educados.
Aliás acho que a justiça deveria questionar o pátrio poder de seres procriadores tão irresponsáveis.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
ESTADO E RELIGIÃO
Não consigo entender, tantas discussões e opiniões por assuntos já decididos e escritos no artigo quinto da nossa constituição.
As pessoas se ofendem fácil demais, por muito pouco.
Esquecemos que todos temos direito a ter opiniões próprias, e deveríamos entender que a diversidade é boa e não ruim.
O fato de existirem pessoas que pensam e agem diferente, não deveria ser motivo para gastarmos tanta saliva e textos para provar que alguém tem razão ou não.
Termos como direita, esquerda, burguesia, republicano, conservador, neoliberal, comunista, progressistas, e outros, às centenas.
Esses termos não dizem muita coisa ou dizem tudo e isentam as pessoas de pensar.
Exibir opiniões diferentes e assumir publicamente isso, deveria ser um motivo para elogios e não o contrário.
Expor na forma prevista em lei, não pode ser considerado crime.
Respeitar a lei não é opcional.
Posso não me sentir confortável, pelos meus princípios ou por minha educação em dividir meu espaço com alguém diferente. Isso no entanto não me autoriza agredir fisicamente e nem ofender por causa destas diferenças.
Também não devo ser obrigado a aceitar o contrário.
Alguma coisa me incomoda, me afasto, me retiro. sobretudo se cheguei depois.
Ser equilibrado, ter bom senso, não impor as minhas verdades e ter tolerância com os outros ou pelo menos ouvir suas razões e eventualmente posso mudar de opinião ou pelo menos aprenderei a ver as coisas de um outro ponto de vista, outro ângulo.
O estado é construído pela religião da maioria e se se disser democrático deve zelar pelo direito de todos terem a sua ou de não a terem se for o caso.
Escrever na moeda, um dos símbolos e instrumentos de autonomia das nações, alguma expressão religiosa, afixar cruzes nos tribunais, não autorizar o aborto, não denominar casamento às uniões de homossexuais, não transforma imediatamente o estado em fundamentalista religioso, nem o juiz.
O politicamente correto, embora pareça cheio de boas intenções, atrapalha mais do que ajuda e distorce nossa compreensão.
Porque posso me referir jocosamente ao gaúcho, mas não ao nordestino, posso ter uma banda chamada Raça Negra e não posso ter uma chamada raça branca, posso dizer loura burra e não posso dizer nega do cabelo duro.
Referir-se ao negro como afrodescendente é de uma hipocrisia e cegueira a toda prova e se o ser humano for oriundo da áfrica, mas tiver a pele e os cabelos claros, se for ruivo, albino, se tiver traços árabes e ou orientais, não será afrodescendente?
Dizer que o estado é laico e que por isso não pode ostentar símbolos religiosos é o mesmo que dizer não somos um país desenvolvido porque falamos português. É reduzir e generalizar demais, ou ainda preguiça de pensar e então simplesmente adotar uma idéia que alguém adotou sem ao menos analisar, comparar, ouvir argumentos.O nosso estado é laico, mas os cidadãos não.
Não conheço nenhum estado, do presente ou do passado, que não seja moldado pela religião. Religioso ou não, pró ou contra.
E mais, a democracia tem de expressar a vontade da maioria, sempre moldada pela religião ou pela ausência dela, de outra forma não seria democracia.
Somente nas democracias é possível existirem várias correntes de pensamento, várias religiões, vários comportamentos aceitos, pois, estão previstos nas leis, que podem ser modificadas de acordo com as necessidades dos cidadãos.
Os costumes e usos são um pouco diferentes das leis. Enquanto estas entram em vigor em data certa, esses são modificados lentamente e de forma imprevisível.
Entendo que pensar diferente é uma escolha e portanto um direito que tenho, mas, minhas escolhas tem ganhos e perdas e se minhas escolhas, são me portar contra os usos e costumes, devo me preparar para os confrontos e entender que são mudanças demoradas. Acelerar este processo cultural, não costuma dar bons frutos, radicalizar também não.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
SOMOS UMA NAÇÃO?
Qualquer nação séria, não permitiria que aberrações ganhassem tanta musculatura e se perpetuassem como as nossas.
Cito algumas que ocuparam as manchetes nos últimos dias:
1 - Um desembargador do Rio de Janeiro, ganha mais de R$ 600.000,00 mensais e pasmem é legal;
2 - Uma desocupação de imóvel, em São José dos Campos-SP em uma área de propriedade de uma massa falida, vira ataque pessoal ao PSDB, através do Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Andrea Matarazzo, secretário e possível candidato à Prefeitura da capital, numa evidente afronta as leis;
3 - Foi registrado o 30º partido político. Eu leio muito, pelo menos um jornal diário físico (assinante) várias revistas, uma semanal, com informações políticas e pela internet acesso a muitas outras publicações, não consigo citar sem titubear mais de 15 e se tiver que juntar os nomes e partidos...
4 - Nosso país tem um dos mais perversos sistemas tributários do mundo, onde os mais pobres pagam mais e tem menos benefícios públicos em troca;
5 - O ministro da educação (mais famoso pelas trapalhadas do Enem e livros didáticos, que pelos progressos feitos pela pasta), demite-se do ministério para ser candidato a prefeitura de São Paulo e diz que já está em campanha a partir do dia seguinte, a lei diz que a campanha deve começar em junho. Ele a antecipa e com chancela oficial;
6 - Não falta dinheiro para construir estádios para a Copa do mundo, faltam recursos para educação, segurança, infra-estrutura, transportes públicos, saúde;
7 - Morre assessor da presidência da república por demora no atendimento na emergência de dois hospitais, foi atendido no terceiro, e a presidente disse que mandará apurar de forma rigorosa o ocorrido, como se não fosse normal isso acontecer em milhares de hospitais pelo "país de todos", diariamente;
8 - O maior escândalo de corrupção da história do país, corre o risco de prescrição;
Citei tudo isso de memória, se procurasse em jornais, revistas e na internet, encontraria outras milhares de aberrações.
Gostaria de saber, como os gestores públicos conseguem dormir, olhar seus filhos de pais, discursar para excluídos da farra com o dinheiro público e sobretudo, se olhar no espelho achando tudo normal?
Acho que será necessária uma sacudida no país, para desinstalar essa corja de malfeitores que se travestem de autoridades e que aos poucos contaminam até os homens de bem.
Cito algumas que ocuparam as manchetes nos últimos dias:
1 - Um desembargador do Rio de Janeiro, ganha mais de R$ 600.000,00 mensais e pasmem é legal;
2 - Uma desocupação de imóvel, em São José dos Campos-SP em uma área de propriedade de uma massa falida, vira ataque pessoal ao PSDB, através do Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Andrea Matarazzo, secretário e possível candidato à Prefeitura da capital, numa evidente afronta as leis;
3 - Foi registrado o 30º partido político. Eu leio muito, pelo menos um jornal diário físico (assinante) várias revistas, uma semanal, com informações políticas e pela internet acesso a muitas outras publicações, não consigo citar sem titubear mais de 15 e se tiver que juntar os nomes e partidos...
4 - Nosso país tem um dos mais perversos sistemas tributários do mundo, onde os mais pobres pagam mais e tem menos benefícios públicos em troca;
5 - O ministro da educação (mais famoso pelas trapalhadas do Enem e livros didáticos, que pelos progressos feitos pela pasta), demite-se do ministério para ser candidato a prefeitura de São Paulo e diz que já está em campanha a partir do dia seguinte, a lei diz que a campanha deve começar em junho. Ele a antecipa e com chancela oficial;
6 - Não falta dinheiro para construir estádios para a Copa do mundo, faltam recursos para educação, segurança, infra-estrutura, transportes públicos, saúde;
7 - Morre assessor da presidência da república por demora no atendimento na emergência de dois hospitais, foi atendido no terceiro, e a presidente disse que mandará apurar de forma rigorosa o ocorrido, como se não fosse normal isso acontecer em milhares de hospitais pelo "país de todos", diariamente;
8 - O maior escândalo de corrupção da história do país, corre o risco de prescrição;
Citei tudo isso de memória, se procurasse em jornais, revistas e na internet, encontraria outras milhares de aberrações.
Gostaria de saber, como os gestores públicos conseguem dormir, olhar seus filhos de pais, discursar para excluídos da farra com o dinheiro público e sobretudo, se olhar no espelho achando tudo normal?
Acho que será necessária uma sacudida no país, para desinstalar essa corja de malfeitores que se travestem de autoridades e que aos poucos contaminam até os homens de bem.
domingo, 22 de janeiro de 2012
INVERSÃO DE VALORES
Estamos numa época em os que valores da sociedade estão diariamente sendo lesados.
Me sinto mal, em dar uma roubadinha no trânsito, em furar uma fila e em desestabilizar qualquer coisa que esteja funcionando legalmente somente para atender uma necessidade minha independente da maioria.
Entendo que vivemos em sociedade e portanto meus direitos terminam onde começam os dos outros.
Não entendo e não mais aceito quando um pequeno grupo, se dá o direito de se manifestar parando o direito de os outros ir e vir, bloqueando ruas, praças e etc... mesmo quando me solidarizo com o manifesto.
Porque tenho que entender, quando eles não entendem que eu preciso passar pois assumi um compromisso, a perda é só minha.
Invasões de imóveis ilustram bem este caso.
Sob alegação da necessidade social, reforma agrária ou outro qualquer motivo, invade-se e depois apela-se para direitos humanos, alega-se que a polícia foi bruta e abusou.
Sob qualquer argumento, ruas das cidades são invadidas, com passeatas, carreatas, uma balburdia total.
O mais interessante é que um bem público, como uma rua ou edificação pública para reclamar um direito que se dizem possuidores, o fazem em detrimento dos direitos dos demais.
Estou convencido que há interesses ocultos de grupos minoritários que torcem para que as manifestações descambem para mortes, acidentes e situações que fujam do controle racional para dizer que tem razão.
Porque para reclamar da prefeitura não se vai na frente da prefeitura, para reclamar do governador, no palácio dele, no fórum e assim por diante?
Acredito que grupos nem sempre às claras usem as pessoas para manobras pavimentando seus objetivos mesquinhos de interesses nem sempre publicáveis.
Não posso concordar que se defenda que os meios justifiquem os fins, a não ser nos casos expressos na lei.
A única chance que o povo de modo geral tem de ter seus direitos garantidos é a lei, a lei do mais forte é para o mundo irracional, para as ditaduras, para a barbárie. Não para os civilizados.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
EITCHA SALVADOR
Andar por Salvador é uma aventura digna dos Bandeirantes.
Se tiverdes coragem ou necessidade de se deslocar a pé, encontrarás obstáculos mil.
Se houver calçada, estará tomada por carros, camelôs, promotores de alguma financeira ou cursinho devidamente uniformizados, ou entulhos e lixos diversos espalhados. Normalmente as calçadas estão precárias de tal maneira que impossibilitam o uso em muitos trechos.
A desordem impera em praticamente toda a cidade.
Se a distância do seu deslocamento for um pouco maior e decidires ir com seu carro, prepare-se.
Estacionar vai ser difícil, ainda mais se desejares cumprir as leis. Fatalmente será abordado por um flanelinha, uniformizado ou não, mas que fará questão de não emitir o recibo de estacionamento.
O maior problema, no entanto é o deslocamento intercalado por crateras, carros parados e estacionados em locais proibidos, “roubadinhas” que tumultuam o deslocamento, veículos de transportes fazendo carga e descarga, pedestres se deslocando e invadindo as ruas, pois as calçadas estão tomadas de obstáculos, sinalização insuficiente e semáforos desregulados, ciclistas e motoqueiros imunes às leis.
Se fores politicamente correto e optares por um ônibus, muna-se de coragem.
Inexiste informações precisas de qual linha tomar para o seu itinerário, ela só existe no coletivo.
O coletivo apanhará os passageiros onde o motorista achar conveniente, não raro ele, para no meio da rua nas proximidades do ponto, por algum empecilho, como carros indevidamente parados no ponto, falhas na pavimentação ou por opção, portanto a sua aventura começa aí, alcançar a porta do veículo.
Se fordes bem sucedido, o próximo estágio e permanecer ileso, pois freadas bruscas e arranques repentinos, poderão acrescer sustos, emoções e hematomas a sua viagem.
O que parece inexistente é a autoridade.
Também acho que a fiscalização e a lei não resolvem todos os nossos problemas, é fundamental que queiramos cumprir as leis, pois do contrário, nunca serão suficientes as eventuais fiscalizações e nem os órgão fiscalizadores.
No entanto, acho pouco coerente que as várias instâncias de nossas autoridades não estejam em sintonia e gerando sinergia em ações que sejam complementares.
O que custa à polícia militar, embora cuidar do trânsito não seja sua função, advertir um condutor em flagrante desrespeito às leis (estacionado em local inapropriado, ciclista na contramão, motociclista que avança o sinal, veículos de transporte de passageiros e descarga impedindo o trânsito...).
A prefeitura poderia dizer a que veio, exigindo as calçadas, tornando a coleta de lixo regular (divulgando os horários e roteiros), exigindo regularização nas construções impedindo o esgoto irregular o depósito de entulho nas calçadas, etc.
Os diversos organismos poderiam trabalhar em conjunto, elencando as irregularidades vistas para os setores competentes, reduzindo o trabalho que certamente teria que recomeçar a cada fiscalização específica.
O governo do estado poderia ser efetivo nas fiscalizações das feiras livres onde gatos, ratos, baratas e pombos dividem irmanamente o espaço com carnes e outros víveres.
Mas fundamental é que haja intolerância com as ilegalidades, os jeitinhos.
A existência da lei não garante por si só, não garante o cumprimento. Observem-se as vagas especiais nos estacionamentos, para idosos e deficientes, dentre outras. Raramente são ocupadas por quem de direito.
Vi parte do plano de tolerância zero, do prefeito de Nova York, cuja filosofia é mais ou menos contida no ditado “é de pequeno que se torce o pepino”. A parte boa do processo é que se baseia na simplicidade. O sujeito começa atirando o lixo na rua, ninguém o repreende e num crescente depreda uma lixeira, quebra um banco na praça, e assim vai.
Acaba por achar que pode roubar assaltar.
Também não acho que seja possível que toda a solução deva vir do poder público. Acho que a educação é a parte preponderante.
Mas a minha experiência me autoriza a afirmar que mais se educa pelo exemplo que pelas palavras.
E nada melhor experiência que a vivida.
Eu respeito às leis de trânsito porque quero me dar bem. Se todos cumprissem as leis, não haveria invasão de semáforos, impossibilidades de deslocamentos por paradas irregulares e etc.
Acho é essencial que quando se enxergar um agente público seja possível ver a autoridade inerente, institucional dada pela lei, e também ver a postura que se espera de uma autoridade.
Ver um policial ou agente de trânsito falando animadamente num celular, não parece um ato que ajude a impor ordem.
É claro que são seres humanos e portanto falhos, mas acreditar na autoridade é fundamental.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Alienados
Acho que somos uns completos alienados.
Lula recebe títulos honoríficos pelo mundo, deveríamos nos orgulhar certo, mas não nos cegar para a situação imperfeita do Brasil.
Distribuímos renda? Temos o maior programa de inclusão no mundo? Programa de aceleração de crescimento, minha casa minha vida, UPP's, Brasil sem miséria, sem fome, universidades federais aos montes, discursos sobre igualdade, governabilidade, transposição do São Francisco, trem bala, ferrovias, usinas hidreelétricas e Deus nos acuda, o crescimento da importância do Brasil no mundo.
O problema é que todos estes programas, com investimentos milionários, usando e abusando de recursos escassos, vem antecedidos por lançamentos midiáticos, mesmo sem os projetos.
Portanto a intenção não é e nem nunca será resolver os problemas, cujos programas se destinem, mas atender aos objetivos básicos e imediatos dos ocupantes do poder, que identifico como a autopromoção e canalização dos recursos para interesses e enriquecimentos privados.
A "casta" que governa e manda, está mais preocupada em manter privilégios, nem que para isso tenha que fazer alianças condenáveis em muitos aspectos, sobretudo na ética.
Desanimo toda a vez que vejo o estado da saúde deste país, e ninguém sai à rua para exigir que o dinheiro seja bem empregado, que se coibam os desvios, enfim que se atenda os doentes.
Há uma mobilização governamental para aumentar os impostos, com a desculpa de melhorar a saúde e nada para tapar os vazamentos que corroem os recursos, sem os deixar chegar onde são necessários.
A educação definitivamente não objeta educar nossos cidadãos, os treina em ideologias e esquece ou não quer dar-lhes ferramentas que possam ser usadas no futuro. Nossos alunos chegam ao secundário sem entender textos simples, sem saber escrever nossa língua oficial, sem dominarem fundamentos matemáticos.
Como poderemos esperar um futuro promissor de uma juventude que não foi educada e que no futuro será responsável pela condução do Brasil para a inserção no mercado mundial, na globalização e na evolução.
Iremos continuar reclamando dos imperialistas, dos dominadores do mundo, do capitalismo e continuaremos deitados em berço esplêndido, mesmo sem entender esplêndido.
Lula recebe títulos honoríficos pelo mundo, deveríamos nos orgulhar certo, mas não nos cegar para a situação imperfeita do Brasil.
Distribuímos renda? Temos o maior programa de inclusão no mundo? Programa de aceleração de crescimento, minha casa minha vida, UPP's, Brasil sem miséria, sem fome, universidades federais aos montes, discursos sobre igualdade, governabilidade, transposição do São Francisco, trem bala, ferrovias, usinas hidreelétricas e Deus nos acuda, o crescimento da importância do Brasil no mundo.
O problema é que todos estes programas, com investimentos milionários, usando e abusando de recursos escassos, vem antecedidos por lançamentos midiáticos, mesmo sem os projetos.
Portanto a intenção não é e nem nunca será resolver os problemas, cujos programas se destinem, mas atender aos objetivos básicos e imediatos dos ocupantes do poder, que identifico como a autopromoção e canalização dos recursos para interesses e enriquecimentos privados.
A "casta" que governa e manda, está mais preocupada em manter privilégios, nem que para isso tenha que fazer alianças condenáveis em muitos aspectos, sobretudo na ética.
Desanimo toda a vez que vejo o estado da saúde deste país, e ninguém sai à rua para exigir que o dinheiro seja bem empregado, que se coibam os desvios, enfim que se atenda os doentes.
Há uma mobilização governamental para aumentar os impostos, com a desculpa de melhorar a saúde e nada para tapar os vazamentos que corroem os recursos, sem os deixar chegar onde são necessários.
A educação definitivamente não objeta educar nossos cidadãos, os treina em ideologias e esquece ou não quer dar-lhes ferramentas que possam ser usadas no futuro. Nossos alunos chegam ao secundário sem entender textos simples, sem saber escrever nossa língua oficial, sem dominarem fundamentos matemáticos.
Como poderemos esperar um futuro promissor de uma juventude que não foi educada e que no futuro será responsável pela condução do Brasil para a inserção no mercado mundial, na globalização e na evolução.
Iremos continuar reclamando dos imperialistas, dos dominadores do mundo, do capitalismo e continuaremos deitados em berço esplêndido, mesmo sem entender esplêndido.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
ESQUERDA E DIREITA
Na minha juventude, nessa época lutava-se para o fim do regime militar, a esquerda era a salvação, a democracia, luta por direitos à liberdade de expressão, livre associação, exposição de ideias e principalmente, preocupação com a falta de oportunidades, que a nosso ver a direita não deixava sobrar para a população, através da alienação servil.
A esquerda, progressista inovava, comparava outros países, criticava o consumismo, morria de amores pelo socialismo e reivindicava do governo mais espaço e representatividade. Sindicatos, Associações de estudantes e movimentos sociais, estavam fortes e levantavam bandeiras que pareciam tão óbvias que só os reacionários conservadores da direita não davam importância.
O crescente das manifestações derrubou a ditadura, instaurou nova constituinte, governos da oposição assumiram e numa transição relativamente tranquila, passamos a uma nova fase, dita genericamente como democrática.
Digo genericamente, pois democracia não é absolutamente só votar e escolher quem desejamos como nosso governante.
Democracia pressupõe que as diversas correntes de pensamentos, representadas nas vitórias dos eleitos ou não, possam ser ouvidas e conjuntamente encontrem soluções possíveis para os problemas e expectativas existentes.
Antigamente tínhamos a ditadura, que não ouvia ninguém, decidia o que lhe convinha e impunha a sua vontade graças a sua maioria, composta por uma elite que dominava o poder em várias esferas e nas escalas da hierarquia.
Pouco era o espaço possível para a oposição. Mas esperneávamos muito, gritávamos, íamos as ruas, produzíamos jornais, revistas, manifestos e nos reuníamos para decifrar o que estava embutido em cada decisão do poder.
Hoje, com o passar do tempo, vejo que nem tudo estava tão mal assim.
Continuo discordando da forma como era feito, no entanto algumas das decisões do poder da época até consigo defender sem rubores.
Havia a necessidade de proporcionar desenvolvimento ao país, expandir estradas, a fronteira agrícola, ocupar territórios e tirar vantagem dos nossos recursos naturais.
Bem ou mal atingimos em algumas áreas, como na agricultura, pecuária, energia e produção mineral, lideranças mundiais.
Enfim a democracia.
O que poderia parecer o paraíso não é.
Trocamos as siglas, nos sentimos menos mandados, mas somos tão excluídos como antes com a desvantagem de que não mais esperneamos, gritamos e nem mais saímos as ruas para manifestar algum desagrado.
Os sindicatos não mais combatem a exploração, fundaram partidos políticos que chegaram ao poder e portanto não podem reclamar de si mesmos.
As ONGs, incrivelmente, viraram sócias do governo e o servem pois grande parte delas utiliza os recursos públicos repassados para atividades não publicáveis e não previstas nos estatutos.
As associações de estudantes, caso da UNE, recebe patrocínios milionários de verbas públicas, como é o caso da reunião recente de Goiânia, inclusive com a visita do ex-presidente Lula, claro ovacionado.
Os programas sociais, todos sem excessão, amplamente divulgados, dizem uma coisa e fazem outra. Observe-se o caso do programa minha casa minha vida, que deveria proporcionar casas subsidiadas a quem de outra forma não a poderia adquirir. Na verdade atende ao interesse de empresas do ramo imobiliário, que com recursos fartos do governo enriquecem, constroem imóveis geralmente em locais longínquos, que demandarão investimentos em infra-estrutura, as vezes, à revelia dos gestores municipais, responsáveis pela regulamentação da ocupação do solo, que se veem compelidos a aprovar os empreendimentos de qualquer maneira para não pagar o ônus político.
Sem falar nos custos altos dessas construções e na qualidade questionável, pois sobram denúncias na imprensa de problemas nas construções.
A geração de empregos e a consequente geração de renda mascara as intenções ocultas, os votos no governo federal e os lucros das empresas imobiliárias, não por acaso as maiores doadoras das campanhas políticas.
Perdemos a vergonha.
Os sindicatos, associações estudantis e outras entidades, não mais clamam por justiça, interessadas que estão nos dividendos que estão colhendo.
A imprensa, talvez seja a última trincheira, a última esperança.
Mudamos as siglas, os métodos (aparentemente menos autoritários), mas com resultados tão nefastos quanto antes, porém com um agravante, ninguém esperneia.
O que dizer das medidas provisórias, da utilização da máquina pública para impor suas verdades, abortar discussões, impondo unanimidade?
O que sei, é que minhas definições de esquerda e direita não estão mais adequadas.
Reacionária, vingativa e aproveitadora são qualidades que não mais podem ser atribuídas a um grupo político que antes atendia pelas ideologias da direita.
A esquerda, progressista inovava, comparava outros países, criticava o consumismo, morria de amores pelo socialismo e reivindicava do governo mais espaço e representatividade. Sindicatos, Associações de estudantes e movimentos sociais, estavam fortes e levantavam bandeiras que pareciam tão óbvias que só os reacionários conservadores da direita não davam importância.
O crescente das manifestações derrubou a ditadura, instaurou nova constituinte, governos da oposição assumiram e numa transição relativamente tranquila, passamos a uma nova fase, dita genericamente como democrática.
Digo genericamente, pois democracia não é absolutamente só votar e escolher quem desejamos como nosso governante.
Democracia pressupõe que as diversas correntes de pensamentos, representadas nas vitórias dos eleitos ou não, possam ser ouvidas e conjuntamente encontrem soluções possíveis para os problemas e expectativas existentes.
Antigamente tínhamos a ditadura, que não ouvia ninguém, decidia o que lhe convinha e impunha a sua vontade graças a sua maioria, composta por uma elite que dominava o poder em várias esferas e nas escalas da hierarquia.
Pouco era o espaço possível para a oposição. Mas esperneávamos muito, gritávamos, íamos as ruas, produzíamos jornais, revistas, manifestos e nos reuníamos para decifrar o que estava embutido em cada decisão do poder.
Hoje, com o passar do tempo, vejo que nem tudo estava tão mal assim.
Continuo discordando da forma como era feito, no entanto algumas das decisões do poder da época até consigo defender sem rubores.
Havia a necessidade de proporcionar desenvolvimento ao país, expandir estradas, a fronteira agrícola, ocupar territórios e tirar vantagem dos nossos recursos naturais.
Bem ou mal atingimos em algumas áreas, como na agricultura, pecuária, energia e produção mineral, lideranças mundiais.
Enfim a democracia.
O que poderia parecer o paraíso não é.
Trocamos as siglas, nos sentimos menos mandados, mas somos tão excluídos como antes com a desvantagem de que não mais esperneamos, gritamos e nem mais saímos as ruas para manifestar algum desagrado.
Os sindicatos não mais combatem a exploração, fundaram partidos políticos que chegaram ao poder e portanto não podem reclamar de si mesmos.
As ONGs, incrivelmente, viraram sócias do governo e o servem pois grande parte delas utiliza os recursos públicos repassados para atividades não publicáveis e não previstas nos estatutos.
As associações de estudantes, caso da UNE, recebe patrocínios milionários de verbas públicas, como é o caso da reunião recente de Goiânia, inclusive com a visita do ex-presidente Lula, claro ovacionado.
Os programas sociais, todos sem excessão, amplamente divulgados, dizem uma coisa e fazem outra. Observe-se o caso do programa minha casa minha vida, que deveria proporcionar casas subsidiadas a quem de outra forma não a poderia adquirir. Na verdade atende ao interesse de empresas do ramo imobiliário, que com recursos fartos do governo enriquecem, constroem imóveis geralmente em locais longínquos, que demandarão investimentos em infra-estrutura, as vezes, à revelia dos gestores municipais, responsáveis pela regulamentação da ocupação do solo, que se veem compelidos a aprovar os empreendimentos de qualquer maneira para não pagar o ônus político.
Sem falar nos custos altos dessas construções e na qualidade questionável, pois sobram denúncias na imprensa de problemas nas construções.
A geração de empregos e a consequente geração de renda mascara as intenções ocultas, os votos no governo federal e os lucros das empresas imobiliárias, não por acaso as maiores doadoras das campanhas políticas.
Perdemos a vergonha.
Os sindicatos, associações estudantis e outras entidades, não mais clamam por justiça, interessadas que estão nos dividendos que estão colhendo.
A imprensa, talvez seja a última trincheira, a última esperança.
Mudamos as siglas, os métodos (aparentemente menos autoritários), mas com resultados tão nefastos quanto antes, porém com um agravante, ninguém esperneia.
O que dizer das medidas provisórias, da utilização da máquina pública para impor suas verdades, abortar discussões, impondo unanimidade?
O que sei, é que minhas definições de esquerda e direita não estão mais adequadas.
Reacionária, vingativa e aproveitadora são qualidades que não mais podem ser atribuídas a um grupo político que antes atendia pelas ideologias da direita.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
AUTORIDADES E ENTES PÚBLICOS
Não sei se a minha leitura é seletiva ou se somente vejo as notícias que corroborem minha antevisão dos fatos.
Parece haver uma má vontade dos órgãos e entidades públicas no cumprimento de suas funções constitucionais.
Os escândalos de corrupção governamentais, os casos de fiscalização de desvios de verbas públicas, o não cumprimento de leis trabalhistas e ambientais, só ganham tratamento público, em sua maioria, após serem esmiuçados, comprovados e publicados na imprensa.
Combate a corrupção e a algum ilícito outro é dever de nossas autoridades e entidades públicas.
Raramente nossos entes públicos atuam de forma didática neste sentido.
Tribunais de contas, a polícia nas apreensões de drogas e eventualmente desbaratando alguma quadrilha a polícia federal e a receita federal (sim esta não perdoa),são excessões honrosas, pois aparentemente além do marketing, estão ativas.
Não é aceitável que um governo possa se submeter, em nome da governabilidade, a ocultação de sujeiras e desvios.
Às autoridades públicas não é suficiente um comportamento correto, ele tem que ser inquestionável, inatacável.
Se a uma autoridade na qual não se pode confiar é danoso para a nossa integridade moral, como país.
Ficamos ofendidos quando algum gringo faz piada com nossa moral, com nossas mulheres, com o nosso desenvolvimento, mas será que estão errados?
Ao se educar as crianças, o mais eficiente é o exemplo.
As crianças aprendem a gostar da comida que comemos, dos hábitos que temos, reagem como nós.
As sociedades também são assim.
Se o poder constituído, se omitir ou até se portar de forma reprovável isso terá reflexos na sociedade que entende sabiamente que as coisas são assim.
Porque ciclistas andam na contra mão de direção, não atravessamos nas faixas de pedestres, fazemos justiça com as próprias mãos, estacionamos em calçadas e em locais não adequados, proliferam as inúmeras invasões de terrenos, surgem favelas, aparecem flanelinhas, temos medo da polícia embora nada devamos, não execramos gestores públicos envoltos em corrupção, reconduzindo-os a novos cargos, onde repetirão seus atos.
É claro que a maioria das autoridades é honesta e correta, seria impossível a convivência se assim não fosse, mas porque a sensação é que sempre estamos diante de uma maracutaia e que somos um país de malandros, onde todos estamos esperando a oportunidade de levar a nossa vantagem.
Acho que a omissão, é tão ruim quanto os atos ilícitos.
Se somente toma-se providências após as denúncias caírem na boca do povo, pela imprensa, no mínimo houve omissão das autoridades, quando não envolvimento, e com certeza perdeu-se a oportunidade de didaticamente, com a punição exemplar e ou com a simples divulgação dos fatos, coibir os novos casos.
A demora na punição, a injustiça, a omissão, minam a confiança nessas entidades e a civilização e convivência da sociedade está firmada na certeza de que os valores legais valem para todos. Não é por ser próximo ao poder, próximo a autoridades que não necessito cumprir as leis.
Se o nosso desejo é sermos uma nação civilizada e que possa nos dar orgulho necessitamos menos "carteiradas" e mais ação de nossas autoridades e entidades públicas.
Parece haver uma má vontade dos órgãos e entidades públicas no cumprimento de suas funções constitucionais.
Os escândalos de corrupção governamentais, os casos de fiscalização de desvios de verbas públicas, o não cumprimento de leis trabalhistas e ambientais, só ganham tratamento público, em sua maioria, após serem esmiuçados, comprovados e publicados na imprensa.
Combate a corrupção e a algum ilícito outro é dever de nossas autoridades e entidades públicas.
Raramente nossos entes públicos atuam de forma didática neste sentido.
Tribunais de contas, a polícia nas apreensões de drogas e eventualmente desbaratando alguma quadrilha a polícia federal e a receita federal (sim esta não perdoa),são excessões honrosas, pois aparentemente além do marketing, estão ativas.
Não é aceitável que um governo possa se submeter, em nome da governabilidade, a ocultação de sujeiras e desvios.
Às autoridades públicas não é suficiente um comportamento correto, ele tem que ser inquestionável, inatacável.
Se a uma autoridade na qual não se pode confiar é danoso para a nossa integridade moral, como país.
Ficamos ofendidos quando algum gringo faz piada com nossa moral, com nossas mulheres, com o nosso desenvolvimento, mas será que estão errados?
Ao se educar as crianças, o mais eficiente é o exemplo.
As crianças aprendem a gostar da comida que comemos, dos hábitos que temos, reagem como nós.
As sociedades também são assim.
Se o poder constituído, se omitir ou até se portar de forma reprovável isso terá reflexos na sociedade que entende sabiamente que as coisas são assim.
Porque ciclistas andam na contra mão de direção, não atravessamos nas faixas de pedestres, fazemos justiça com as próprias mãos, estacionamos em calçadas e em locais não adequados, proliferam as inúmeras invasões de terrenos, surgem favelas, aparecem flanelinhas, temos medo da polícia embora nada devamos, não execramos gestores públicos envoltos em corrupção, reconduzindo-os a novos cargos, onde repetirão seus atos.
É claro que a maioria das autoridades é honesta e correta, seria impossível a convivência se assim não fosse, mas porque a sensação é que sempre estamos diante de uma maracutaia e que somos um país de malandros, onde todos estamos esperando a oportunidade de levar a nossa vantagem.
Acho que a omissão, é tão ruim quanto os atos ilícitos.
Se somente toma-se providências após as denúncias caírem na boca do povo, pela imprensa, no mínimo houve omissão das autoridades, quando não envolvimento, e com certeza perdeu-se a oportunidade de didaticamente, com a punição exemplar e ou com a simples divulgação dos fatos, coibir os novos casos.
A demora na punição, a injustiça, a omissão, minam a confiança nessas entidades e a civilização e convivência da sociedade está firmada na certeza de que os valores legais valem para todos. Não é por ser próximo ao poder, próximo a autoridades que não necessito cumprir as leis.
Se o nosso desejo é sermos uma nação civilizada e que possa nos dar orgulho necessitamos menos "carteiradas" e mais ação de nossas autoridades e entidades públicas.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
EM CASO DE ASSALTO NÃO REAJA?
Os especialistas em segurança sugerem isso.
Esse lugar comum parece pouco produtivo, parece mais uma coisa de inconsciente coletivo, aceito como verdade absoluta e que ninguém mais questiona, inclusive os assaltantes que ao imaginarem uma reação simplesmente atiram e matam ou ferem e se apanhados pela polícia dizem que assim agiram pela reação da vítima.
Sequer contam com a surpresa instintiva da vítima, que pela abordagem geralmente violenta, perde a coordenação motora e deixa o carro morrer, começa a tremer, demora para reagir, não entende a ordem do criminoso.
Estamos numa época em que a culpa é sempre dos outros.
Ferir uma vítima é um ato criminoso e nada justifica que além da violência do assalto, o criminoso ainda use e abuse da sua superioridade para infligir um dano que poderá ser permanente e que ele não pagará.
Os bens materiais farão mais ou menos falta, mas poderão ser recuperados mas e os indiretos quando tiram a vida de um arrimo de família, do filho que cuidava dos pais, do líder comunitário.
Pelos bens o bandido poderá até pagar, se tiver o azar de ser preso, e posteriormente condenado e ainda cumprir pena, mas pelos danos indiretos ela nada paga e mais, onera cidadãos honestos que pagam seus impostos, contribuem com a sociedade ao ponto de ser mais caro aos cofres públicos que os estudantes.
Criminosos deveriam ser condenados a inclusive prover o seu sustento.
Precisamos de tanto em tantas áreas que parece irracional não haver quem levante essa bandeira.
As estradas públicas vivem abandonadas, as ruas e praças das cidades esburacadas e sujas, faltam moradias, saneamento básico e escolas vivem de favores. O que custaria fazer os presidiários arcarem com parte dos custos das suas acomodações?
Claro nem todos poderiam ter o direito de efetuarem algum “trabalho social”, os perigosos para a sociedade, traficantes, chefes de quadrilhas, continuariam confinados por motivos óbvios e poderiam ter atividades no confinamento.
Não consigo entender como é tão difícil fazer a coisa pública funcionar.
Não reagir ao assalto, parece uma atitude sensata, mas é sem dúvida acreditar que contra nossos instintos e a descarga de adrenalina, reajamos como profissionais treinados em sermos assaltados. Ainda vai demorar.
MALDITA INCLUSÃO SOCIAL
Ultimamente temos festejado as diversas inclusões “sociais”, e as entendemos como evoluções positivas para a grande nação tupiniquim.
Não posso deixar de notar que de fato consumimos mais, temos uma renda melhor e, portanto ascendemos socialmente no que se convencionou chamar classes sociais (A, B, C, D, E).
O que antes era proibitivo para a maioria das pessoas, pelo alto custo, hoje tornou-se acessível ou pela renda maior ou pelas condições de financiamentos a perder de vista.
No entanto, não evoluímos culturalmente ao ponto de sermos capazes de tirar todas as vantagens e possibilidades dos ganhos coletivos.
Vejamos a telefonia móvel, praticamente um aparelho por cidadão, mas nossas tarifas são assustadoras, os consumidores ligam em qualquer lugar e falam qualquer coisa, nos obrigam a ouvir suas músicas, seus toques malucos sem falar que as operadoras nos tratam com descaso absoluto, onde é mais fácil trocar de operadora que resolver seus problemas com a atual.
Acessar a internet, era melhor na época em que o acesso era discado, você contava com a demora.
Hoje você tem que contar com a irregularidade e nunca, repito nunca, quando você não consegue acesso, é culpa dos que lhe fornecem os serviços.
Os mesmos equipamentos, os mesmos atos, restabelecem os acessos em outro momento, sem culpados, sem retratações, mesmo quando você reclamou e ouviu do telemarketing “o Senhor desculpe a demora, pois nosso sistema está lento” e você trate de ficar feliz.
Nas ruas e estradas há muito mais carros, mas o comportamento não evoluiu, paramos e estacionamos em qualquer lugar, buzinamos para qualquer coisa, as regras de trânsito são para os outros, os pedestres atravessam a rua em qualquer lugar, sem ao menos olhar, nossas cidades vivem atulhadas de guardadores.
Os aeroportos deixaram de ser um local civilizado, parecem um feirão, com direito a resíduos e animais, não consegue sentar, não consegue cumprir horários.
Mas o pior são os atendentes.
Raramente se consegue um serviço que preste, uma informação adequada.
Maldita inclusão, dá recursos a quem não tem méritos, dá instrumentos a quem não aprendeu usá-los, empregos a despreparados e insere quem não necessitava, isto é, dá água a quem não tem sede.
Necessitamos com urgência de crescimento cultural, de cidadania, onde as pessoas se reconheçam detentores de direitos, mas também de deveres e que todos aprendamos quer os direitos individuais, são limitados aos outros direitos individuais e os direitos coletivos devem ter preferência.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
BRASIL PARA TODOS
Recentemente (25/072011) a presidente(a) deste país esteve em Arapiraca AL e lançou mais um programa nacional, dos que prometem mundos e fundos, disse ela no seu discurso, vai erradicar a miséria e parte do plano é vai investir na construção de um milhão de cisternas.
Não vejo nada mudar nesta história.
Todos os governos anteriores despejaram rios de dinheiro para a erradicação dos problemas da seca, ninguém conseguiu e nem se conseguirá enquanto não se investir pesadamente em educação e na saúde destas pessoas.
Entendo como investimento em educação a escolarização das pessoas com qualidade, com ensino sério, sem engodo. A educação que defendo, pressupõe capacitação das pessoas na compreensão do mundo, que resulte na capacidade destes cidadãos poder se expressar na língua nativa(e compreender o que as pessoas escrevem e falam), que sejam capazes de inovar e de se auto desenvolver e no futuro não tenham necessidade de serem tutelados pelo estado ou quem quer que seja, pois não parece certo apenas um terço das pessoas entender o que leem.
Quando alguém fala em educação, neste país, primeiro reclama do salário dos professores, depois reclama da merenda e instalações escolares.
Sempre que há manifestações de professores, significa bandeiras de partidos que se dizem socialistas tremulando, intermináveis dias sem aulas (não raro ameaçando o ano letivo) e pedidos de revisão salarial.
O que constato pode até não ser verdade, mas é o que se mostra.
Não reconheço nos movimentos, ideias recicladas, renovadas e mais aparentemente o governo não se interessa pela educação do seu povo e os professores também não.
Para o governo a educação se resume na reforma de escolas (quase sempre em tempo letivo, prejudicando as aulas), no envio de material didático, nem sempre de grande qualidade e em tempo, alguns estados e municípios fornecem uniformes e só. Todos os anos ao se iniciar o ano letivo, também começam os mesmos problemas, não necessariamente nesta ordem mas falta de material didático, escolas sem carteiras ou com estruturas a serem reformadas, falta de professores e com diversas improvisações.
Mais um engodo está na eleição dos diretores escolares.
Entendo que até pode ser o mais apto, o eleito, no entanto o sucesso da eleição está justamente na popularidade dos candidatos e não na aptidão. Portanto acabe-se com as nomeações políticas e eleições dos diretores e contrate-se por concursos, com avaliações rigorosas e com cobrança de resultados previamente definidos e acordados entre os gestores da educação e os diretores. Talvez o(a) diretor(a) não necessariamente tenha que ser professor(a), basta que queira dar o melhor de si e que atenda as habilidades necessárias para dirigir uma unidade escolar, de acordo com os objetivos definidos para que a educação forme cidadãos aptos serem inclusos numa sociedade que lhe dá direitos e lhe cobra deveres.
A saúde está paralela à educação.
Milhões de brasileiros são infectadas pelo de mal de chagas, verminoses, malária, diarreias, dengue, não tem esgotamento sanitário básico, não acessa a água tratada e milhares sequer são registrados.
Para estas pessoas sem saúde, a educação é mais nefasta ainda, pois se ela existisse provavelmente faria aos cidadãos de segunda classe, buscarem mecanismos que possibilitariam sua visibilidade, fariam associações, cobrariam dos governantes e encontrariam soluções utilizando-se do conhecimento e dos recursos disponíveis.
Então quando o governo diz água para todos, não quer resolver o problema, mas quer votos para a próxima eleição, dizendo que é bonzinho e se preocupa com os habitantes do território, quando na verdade está sendo bonzinho e distribuindo benesses com os recursos alheios, objetivando apenas e tão somente levar vantagem político eleitoreira.
Não vejo nada mudar nesta história.
Todos os governos anteriores despejaram rios de dinheiro para a erradicação dos problemas da seca, ninguém conseguiu e nem se conseguirá enquanto não se investir pesadamente em educação e na saúde destas pessoas.
Entendo como investimento em educação a escolarização das pessoas com qualidade, com ensino sério, sem engodo. A educação que defendo, pressupõe capacitação das pessoas na compreensão do mundo, que resulte na capacidade destes cidadãos poder se expressar na língua nativa(e compreender o que as pessoas escrevem e falam), que sejam capazes de inovar e de se auto desenvolver e no futuro não tenham necessidade de serem tutelados pelo estado ou quem quer que seja, pois não parece certo apenas um terço das pessoas entender o que leem.
Quando alguém fala em educação, neste país, primeiro reclama do salário dos professores, depois reclama da merenda e instalações escolares.
Sempre que há manifestações de professores, significa bandeiras de partidos que se dizem socialistas tremulando, intermináveis dias sem aulas (não raro ameaçando o ano letivo) e pedidos de revisão salarial.
O que constato pode até não ser verdade, mas é o que se mostra.
Não reconheço nos movimentos, ideias recicladas, renovadas e mais aparentemente o governo não se interessa pela educação do seu povo e os professores também não.
Para o governo a educação se resume na reforma de escolas (quase sempre em tempo letivo, prejudicando as aulas), no envio de material didático, nem sempre de grande qualidade e em tempo, alguns estados e municípios fornecem uniformes e só. Todos os anos ao se iniciar o ano letivo, também começam os mesmos problemas, não necessariamente nesta ordem mas falta de material didático, escolas sem carteiras ou com estruturas a serem reformadas, falta de professores e com diversas improvisações.
Mais um engodo está na eleição dos diretores escolares.
Entendo que até pode ser o mais apto, o eleito, no entanto o sucesso da eleição está justamente na popularidade dos candidatos e não na aptidão. Portanto acabe-se com as nomeações políticas e eleições dos diretores e contrate-se por concursos, com avaliações rigorosas e com cobrança de resultados previamente definidos e acordados entre os gestores da educação e os diretores. Talvez o(a) diretor(a) não necessariamente tenha que ser professor(a), basta que queira dar o melhor de si e que atenda as habilidades necessárias para dirigir uma unidade escolar, de acordo com os objetivos definidos para que a educação forme cidadãos aptos serem inclusos numa sociedade que lhe dá direitos e lhe cobra deveres.
A saúde está paralela à educação.
Milhões de brasileiros são infectadas pelo de mal de chagas, verminoses, malária, diarreias, dengue, não tem esgotamento sanitário básico, não acessa a água tratada e milhares sequer são registrados.
Para estas pessoas sem saúde, a educação é mais nefasta ainda, pois se ela existisse provavelmente faria aos cidadãos de segunda classe, buscarem mecanismos que possibilitariam sua visibilidade, fariam associações, cobrariam dos governantes e encontrariam soluções utilizando-se do conhecimento e dos recursos disponíveis.
Então quando o governo diz água para todos, não quer resolver o problema, mas quer votos para a próxima eleição, dizendo que é bonzinho e se preocupa com os habitantes do território, quando na verdade está sendo bonzinho e distribuindo benesses com os recursos alheios, objetivando apenas e tão somente levar vantagem político eleitoreira.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
O BRASIL SEM MISÉRIA
É notável a capacidade que o nosso governo tem de produzir notícias alvissareiras sem necessariamente produzir ações equivalentes.
O governo diz que quer um país sem miséria, e para isso lança planos nacionais, priorizando os "mais necessitados", mas não toma medidas para impedir que continuem necessitados.
Uma parte do projeto de um país sem miséria propõe a criação e instalação de um milhão de cisternas que acumularão as águas das chuvas para o uso nas épocas de seca. Excelente para propaganda mas péssimo como solução para o nordeste.
A falta de água é um problema tremendo e é claro, as cisternas amenizam a necessidade e a dependência de deslocamento para consegui-la.
Parte da falta de água, histórica em nosso sertão, se deve sobretudo a maneira errada da exploração da terra, com cultivos errados a supressão de vegetação nativa e a inserção de cultivos não "naturais" e portanto não adaptados à região.
A supressão da vegetação nativa, quer para cultivo ou para formar pastagens, potencializa os efeitos climáticos do excesso de sol no verão seco e impede a retenção de água e aumenta a erosão do solo no inverno chuvoso.
Não vejo campanhas públicas para evitar as queimadas, vício nativo tão arraigado que poucas agricultores aram a terra, quer com tratores ou arados movidos por animais. Simplesmente queimam.
Quem faz campanha anti queimadas é a empresa de energia elétrica e as empresas que plantam eucaliptos para celulose. Nada de organismos públicos.
Portanto muito mais se faria para o nordeste e para a renda dos pequenos agricultores se a instalação de cisternas viesse implementada de trabalho sério modificando a raiz do problema. A maneira errada de exploração.
Para ilustrar, as regiões agrícolas mais prósperas e em crescimento da Bahia, são ocupadas por agricultores gaúchos, paranaenses e paulistas (basicamente no sudoeste e oeste do estado) que mesmo sem incentivos oficiais, trouxeram novas técnicas. Não encontraram mão-de-obra e nem infraestrutura. Foram pioneiros.
O governo diz que quer um país sem miséria, e para isso lança planos nacionais, priorizando os "mais necessitados", mas não toma medidas para impedir que continuem necessitados.
Uma parte do projeto de um país sem miséria propõe a criação e instalação de um milhão de cisternas que acumularão as águas das chuvas para o uso nas épocas de seca. Excelente para propaganda mas péssimo como solução para o nordeste.
A falta de água é um problema tremendo e é claro, as cisternas amenizam a necessidade e a dependência de deslocamento para consegui-la.
Parte da falta de água, histórica em nosso sertão, se deve sobretudo a maneira errada da exploração da terra, com cultivos errados a supressão de vegetação nativa e a inserção de cultivos não "naturais" e portanto não adaptados à região.
A supressão da vegetação nativa, quer para cultivo ou para formar pastagens, potencializa os efeitos climáticos do excesso de sol no verão seco e impede a retenção de água e aumenta a erosão do solo no inverno chuvoso.
Não vejo campanhas públicas para evitar as queimadas, vício nativo tão arraigado que poucas agricultores aram a terra, quer com tratores ou arados movidos por animais. Simplesmente queimam.
Quem faz campanha anti queimadas é a empresa de energia elétrica e as empresas que plantam eucaliptos para celulose. Nada de organismos públicos.
Portanto muito mais se faria para o nordeste e para a renda dos pequenos agricultores se a instalação de cisternas viesse implementada de trabalho sério modificando a raiz do problema. A maneira errada de exploração.
Para ilustrar, as regiões agrícolas mais prósperas e em crescimento da Bahia, são ocupadas por agricultores gaúchos, paranaenses e paulistas (basicamente no sudoeste e oeste do estado) que mesmo sem incentivos oficiais, trouxeram novas técnicas. Não encontraram mão-de-obra e nem infraestrutura. Foram pioneiros.
terça-feira, 26 de julho de 2011
OS RUMOS DO NOSSO PAÍS
Esta semana(25/07/2011) a presidente Dilma, esteve no nordeste (Arapiraca) acompanhada do presidente de honra do Brasil o Sr Lula, aquele de nunca antes na história deste país, lançando um programa federal para a agricultura familiar.
Aproveitou para se elogiar tecer loas a agricultura familiar deste país, seja lá o que ela significa, francamente acho que eles não sabem do que estão falando, o Sr Lula, tentou enumerar as inúmeras realizações do seu governo (não citou as corrupções).
Se o discurso de que 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros são produzidos pela agricultura familiar for verdade, porque a renda da agricultura não corresponde à produção?
É claro, sou filho de agricultores, sei como é difícil manter e ter renda em propriedades de pequeno porte. Ainda mais, quando a concorrência produz usando tratores e ceifadeiras.
O fato é que o governo não entende ou não têm interesse em entender que o pequeno produtor não tem escala para conseguir bons preços e a logística é muito cara para ser suportada por ele só. sem falar que ele não conta com assistência técnica, veterinários e acessos a técnicas agrícolas que melhorariam sua rentabilidade.
O governo faria mais pela agricultura familiar se incentivasse a criação de cooperativas, se fornecesse acesso a sementes selecionadas e adaptadas à sua região, se fornecesse técnicos agropecuários que pudessem ensinar a cultivar a terra e dela extrair o máximo sem agredir a natureza e a si próprios, disponibilizasse veterinários que pudessem melhorar os planteis de reses criadas nas pequenas propriedades, sem grandes discursos e eventos aproveitando as estruturas já existentes, por ora subutilizadas ou usadas para cabide de empregos.
Embora a Bahia tenha um grande território, com possibilidades agrícolas, todos os progressos foram efetuados por emigrantes que vieram de outros estados e até países para produzir frutas, cereais, algodão, leite, entre outros.
Só para exemplificar, a produção de farinha de mandioca é feita de forma artesanal, pouco diferente do que era no império e se perde grande parte do esforço produtivo pela ineficiência no plantio errado, no preparo artesanal, na ineficiência da comercialização, pelos acidentes que dilaceram membros dos produtores.
Em nenhum momento ouvi alguém dos que defendem a agricultura familiar, fornecer alternativas que viabilizem as pequenas propriedades, cujo fundamental não é especializar-se mas prudizir de forma sustentável em propriedades integralizadas, produzindo comodites de maior valor agregados em diversos itens como leite, carne, grãos, legumes e verduras, frutas, mel e etc... usando os dejetos como fertilizantes, melhorando a eficiência do regime de águas.
Como parece que não sabem do que estão falando, ou tem outros interesses, simplesmente definem como prioridade da política pomposa emprestar algum dinheiro para financiar um produção que não se sustenta e colher os frutos imediatos das benesses.
Às favas os escrúpulos.
Aproveitou para se elogiar tecer loas a agricultura familiar deste país, seja lá o que ela significa, francamente acho que eles não sabem do que estão falando, o Sr Lula, tentou enumerar as inúmeras realizações do seu governo (não citou as corrupções).
Se o discurso de que 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros são produzidos pela agricultura familiar for verdade, porque a renda da agricultura não corresponde à produção?
É claro, sou filho de agricultores, sei como é difícil manter e ter renda em propriedades de pequeno porte. Ainda mais, quando a concorrência produz usando tratores e ceifadeiras.
O fato é que o governo não entende ou não têm interesse em entender que o pequeno produtor não tem escala para conseguir bons preços e a logística é muito cara para ser suportada por ele só. sem falar que ele não conta com assistência técnica, veterinários e acessos a técnicas agrícolas que melhorariam sua rentabilidade.
O governo faria mais pela agricultura familiar se incentivasse a criação de cooperativas, se fornecesse acesso a sementes selecionadas e adaptadas à sua região, se fornecesse técnicos agropecuários que pudessem ensinar a cultivar a terra e dela extrair o máximo sem agredir a natureza e a si próprios, disponibilizasse veterinários que pudessem melhorar os planteis de reses criadas nas pequenas propriedades, sem grandes discursos e eventos aproveitando as estruturas já existentes, por ora subutilizadas ou usadas para cabide de empregos.
Embora a Bahia tenha um grande território, com possibilidades agrícolas, todos os progressos foram efetuados por emigrantes que vieram de outros estados e até países para produzir frutas, cereais, algodão, leite, entre outros.
Só para exemplificar, a produção de farinha de mandioca é feita de forma artesanal, pouco diferente do que era no império e se perde grande parte do esforço produtivo pela ineficiência no plantio errado, no preparo artesanal, na ineficiência da comercialização, pelos acidentes que dilaceram membros dos produtores.
Em nenhum momento ouvi alguém dos que defendem a agricultura familiar, fornecer alternativas que viabilizem as pequenas propriedades, cujo fundamental não é especializar-se mas prudizir de forma sustentável em propriedades integralizadas, produzindo comodites de maior valor agregados em diversos itens como leite, carne, grãos, legumes e verduras, frutas, mel e etc... usando os dejetos como fertilizantes, melhorando a eficiência do regime de águas.
Como parece que não sabem do que estão falando, ou tem outros interesses, simplesmente definem como prioridade da política pomposa emprestar algum dinheiro para financiar um produção que não se sustenta e colher os frutos imediatos das benesses.
Às favas os escrúpulos.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
PERDAS DE TEMPO
Eu tenho muitas curiosidades.
Interessa-me muito a política.
Entendo que a política pode e deve mudar nossas vidas, para o bem e para o mal. Não quero dizer que nossos problemas individuais possam ser resolvidos pelos nossos políticos, mas tenho absoluta certeza que se não vier daí bons exemplos e os direcionamentos, não existem iniciativas pessoais bem sucedidas em grande número, que em tese, são fundamentais para que o país dê certo, com empregos, progresso, desenvolvimento e inclusão na vanguarda tecnológica, científica e de bem estar social.
Não cabe ao governo, a meu ver, prover todas as necessidades dos seus cidadãos. Cabe sim, regular, fiscalizar, usar o seu poder constitucional de impedir os excessos dos indivíduos na busca dos seus sucessos.
Tenho visto discussões ocupando a mídia, que embora atinjam uma parte da sociedade, não são e nunca serão os assuntos mais importantes.
Cito dois casos, o direito dos homossexuais e o ensino religioso nas escolas. Embora sejam assuntos diversos, os juntei para mostrar como tomam tanto tempo e energia, que parece não termos problemas na saúde, segurança, infraextrutura, educação, estes sim base para todos os outros assuntos.
A imprensa, eventualmente, levanta problemas, mas não aperta como deveria os botões certos, então fica parecendo fofoca e no próximo noticiário, outros problemas.
O ensino religioso por exemplo está se tornando parte da grade curricular em escolas públicas em diversos estados, não sou contra, mas acho temerário não definir exatamente o que se vai ensinar.
Eu sou cristão, mas entendo que vários caminhos nos levam a crescer espiritualmente e a escolha da religião deve ser de foro íntimo, pois afeta as relações familiares e sociais dos indivíduos.
Diferentemente das matérias básicas, comuns a todos os seres humanos, a religião não é capaz de preparar o indivíduo para as necessidades de conhecimento que se exige dos nossos futuros profissionais. Claro, pode ajudar na formação moral, mas mal ensinada pode gerar intolerâncias e radicalismos.
De qualquer maneira, acho que enquanto não se discute o prato principal, discutimos a sobremesa e gastamos mais tempo com isso que o desejável.
Interessa-me muito a política.
Entendo que a política pode e deve mudar nossas vidas, para o bem e para o mal. Não quero dizer que nossos problemas individuais possam ser resolvidos pelos nossos políticos, mas tenho absoluta certeza que se não vier daí bons exemplos e os direcionamentos, não existem iniciativas pessoais bem sucedidas em grande número, que em tese, são fundamentais para que o país dê certo, com empregos, progresso, desenvolvimento e inclusão na vanguarda tecnológica, científica e de bem estar social.
Não cabe ao governo, a meu ver, prover todas as necessidades dos seus cidadãos. Cabe sim, regular, fiscalizar, usar o seu poder constitucional de impedir os excessos dos indivíduos na busca dos seus sucessos.
Tenho visto discussões ocupando a mídia, que embora atinjam uma parte da sociedade, não são e nunca serão os assuntos mais importantes.
Cito dois casos, o direito dos homossexuais e o ensino religioso nas escolas. Embora sejam assuntos diversos, os juntei para mostrar como tomam tanto tempo e energia, que parece não termos problemas na saúde, segurança, infraextrutura, educação, estes sim base para todos os outros assuntos.
A imprensa, eventualmente, levanta problemas, mas não aperta como deveria os botões certos, então fica parecendo fofoca e no próximo noticiário, outros problemas.
O ensino religioso por exemplo está se tornando parte da grade curricular em escolas públicas em diversos estados, não sou contra, mas acho temerário não definir exatamente o que se vai ensinar.
Eu sou cristão, mas entendo que vários caminhos nos levam a crescer espiritualmente e a escolha da religião deve ser de foro íntimo, pois afeta as relações familiares e sociais dos indivíduos.
Diferentemente das matérias básicas, comuns a todos os seres humanos, a religião não é capaz de preparar o indivíduo para as necessidades de conhecimento que se exige dos nossos futuros profissionais. Claro, pode ajudar na formação moral, mas mal ensinada pode gerar intolerâncias e radicalismos.
De qualquer maneira, acho que enquanto não se discute o prato principal, discutimos a sobremesa e gastamos mais tempo com isso que o desejável.
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