Vira e mexe, aparece alguém a defender com unhas e dentes a tal reforma agrária, nos moldes antigos e invariavelmente demonizando o tal agronegócio.
Esses escritores, invariavelmente se definem professores e ostentam títulos de universidades conceituadas.
Parece que não estudaram o assunto profundamente, pois o veem com olhar distorcido.
Não entendem os mecanismos que envolvem tal atividade econômica.
Os custos, as intempéries, instabilidades políticas e econômicas, dentre outras variáveis, fogem totalmente ao controle do produtor. Ele só pode contar com a sua eficiência e escala.
O uso intensivo da tecnologia, tornou essa atividade rentável nos moldes atuais.
A agricultura familiar tem poucas alternativas rentáveis. Basicamente prende-se nas atividades de exploração mais intensivas, como a criação de animais para consumo (aves, porcos dentre outros), produção de leite ou cultivo de algumas hortaliças. Todas essas atividades necessitam de tecnologia e escala.
Não vejo o governo defendendo e estimulando a criação de cooperativas, sindicatos, e organismos que busquem aperfeiçoar a exploração da terra.
Defender a reforma agrária como bandeira é um ótimo discurso, assim como terra para os quilombolas e indígenas.
Sem ensinar como se sustentar, explorando a atividade agrícola é só um discurso ideológico de boas intenções sem resultados. Vamos continuar com a obrigação que temos de sustentar essas pessoas sem esperar que tenhamos um dia, pessoas que conseguiram progredir pelas próprias condições.
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
INVERSÃO DE VALORES
Estamos numa época em os que valores da sociedade estão diariamente sendo lesados.
Me sinto mal, em dar uma roubadinha no trânsito, em furar uma fila e em desestabilizar qualquer coisa que esteja funcionando legalmente somente para atender uma necessidade minha independente da maioria.
Entendo que vivemos em sociedade e portanto meus direitos terminam onde começam os dos outros.
Não entendo e não mais aceito quando um pequeno grupo, se dá o direito de se manifestar parando o direito de os outros ir e vir, bloqueando ruas, praças e etc... mesmo quando me solidarizo com o manifesto.
Porque tenho que entender, quando eles não entendem que eu preciso passar pois assumi um compromisso, a perda é só minha.
Invasões de imóveis ilustram bem este caso.
Sob alegação da necessidade social, reforma agrária ou outro qualquer motivo, invade-se e depois apela-se para direitos humanos, alega-se que a polícia foi bruta e abusou.
Sob qualquer argumento, ruas das cidades são invadidas, com passeatas, carreatas, uma balburdia total.
O mais interessante é que um bem público, como uma rua ou edificação pública para reclamar um direito que se dizem possuidores, o fazem em detrimento dos direitos dos demais.
Estou convencido que há interesses ocultos de grupos minoritários que torcem para que as manifestações descambem para mortes, acidentes e situações que fujam do controle racional para dizer que tem razão.
Porque para reclamar da prefeitura não se vai na frente da prefeitura, para reclamar do governador, no palácio dele, no fórum e assim por diante?
Acredito que grupos nem sempre às claras usem as pessoas para manobras pavimentando seus objetivos mesquinhos de interesses nem sempre publicáveis.
Não posso concordar que se defenda que os meios justifiquem os fins, a não ser nos casos expressos na lei.
A única chance que o povo de modo geral tem de ter seus direitos garantidos é a lei, a lei do mais forte é para o mundo irracional, para as ditaduras, para a barbárie. Não para os civilizados.
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