Acho que somos uns completos alienados.
Lula recebe títulos honoríficos pelo mundo, deveríamos nos orgulhar certo, mas não nos cegar para a situação imperfeita do Brasil.
Distribuímos renda? Temos o maior programa de inclusão no mundo? Programa de aceleração de crescimento, minha casa minha vida, UPP's, Brasil sem miséria, sem fome, universidades federais aos montes, discursos sobre igualdade, governabilidade, transposição do São Francisco, trem bala, ferrovias, usinas hidreelétricas e Deus nos acuda, o crescimento da importância do Brasil no mundo.
O problema é que todos estes programas, com investimentos milionários, usando e abusando de recursos escassos, vem antecedidos por lançamentos midiáticos, mesmo sem os projetos.
Portanto a intenção não é e nem nunca será resolver os problemas, cujos programas se destinem, mas atender aos objetivos básicos e imediatos dos ocupantes do poder, que identifico como a autopromoção e canalização dos recursos para interesses e enriquecimentos privados.
A "casta" que governa e manda, está mais preocupada em manter privilégios, nem que para isso tenha que fazer alianças condenáveis em muitos aspectos, sobretudo na ética.
Desanimo toda a vez que vejo o estado da saúde deste país, e ninguém sai à rua para exigir que o dinheiro seja bem empregado, que se coibam os desvios, enfim que se atenda os doentes.
Há uma mobilização governamental para aumentar os impostos, com a desculpa de melhorar a saúde e nada para tapar os vazamentos que corroem os recursos, sem os deixar chegar onde são necessários.
A educação definitivamente não objeta educar nossos cidadãos, os treina em ideologias e esquece ou não quer dar-lhes ferramentas que possam ser usadas no futuro. Nossos alunos chegam ao secundário sem entender textos simples, sem saber escrever nossa língua oficial, sem dominarem fundamentos matemáticos.
Como poderemos esperar um futuro promissor de uma juventude que não foi educada e que no futuro será responsável pela condução do Brasil para a inserção no mercado mundial, na globalização e na evolução.
Iremos continuar reclamando dos imperialistas, dos dominadores do mundo, do capitalismo e continuaremos deitados em berço esplêndido, mesmo sem entender esplêndido.
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
BRASIL PARA TODOS
Recentemente (25/072011) a presidente(a) deste país esteve em Arapiraca AL e lançou mais um programa nacional, dos que prometem mundos e fundos, disse ela no seu discurso, vai erradicar a miséria e parte do plano é vai investir na construção de um milhão de cisternas.
Não vejo nada mudar nesta história.
Todos os governos anteriores despejaram rios de dinheiro para a erradicação dos problemas da seca, ninguém conseguiu e nem se conseguirá enquanto não se investir pesadamente em educação e na saúde destas pessoas.
Entendo como investimento em educação a escolarização das pessoas com qualidade, com ensino sério, sem engodo. A educação que defendo, pressupõe capacitação das pessoas na compreensão do mundo, que resulte na capacidade destes cidadãos poder se expressar na língua nativa(e compreender o que as pessoas escrevem e falam), que sejam capazes de inovar e de se auto desenvolver e no futuro não tenham necessidade de serem tutelados pelo estado ou quem quer que seja, pois não parece certo apenas um terço das pessoas entender o que leem.
Quando alguém fala em educação, neste país, primeiro reclama do salário dos professores, depois reclama da merenda e instalações escolares.
Sempre que há manifestações de professores, significa bandeiras de partidos que se dizem socialistas tremulando, intermináveis dias sem aulas (não raro ameaçando o ano letivo) e pedidos de revisão salarial.
O que constato pode até não ser verdade, mas é o que se mostra.
Não reconheço nos movimentos, ideias recicladas, renovadas e mais aparentemente o governo não se interessa pela educação do seu povo e os professores também não.
Para o governo a educação se resume na reforma de escolas (quase sempre em tempo letivo, prejudicando as aulas), no envio de material didático, nem sempre de grande qualidade e em tempo, alguns estados e municípios fornecem uniformes e só. Todos os anos ao se iniciar o ano letivo, também começam os mesmos problemas, não necessariamente nesta ordem mas falta de material didático, escolas sem carteiras ou com estruturas a serem reformadas, falta de professores e com diversas improvisações.
Mais um engodo está na eleição dos diretores escolares.
Entendo que até pode ser o mais apto, o eleito, no entanto o sucesso da eleição está justamente na popularidade dos candidatos e não na aptidão. Portanto acabe-se com as nomeações políticas e eleições dos diretores e contrate-se por concursos, com avaliações rigorosas e com cobrança de resultados previamente definidos e acordados entre os gestores da educação e os diretores. Talvez o(a) diretor(a) não necessariamente tenha que ser professor(a), basta que queira dar o melhor de si e que atenda as habilidades necessárias para dirigir uma unidade escolar, de acordo com os objetivos definidos para que a educação forme cidadãos aptos serem inclusos numa sociedade que lhe dá direitos e lhe cobra deveres.
A saúde está paralela à educação.
Milhões de brasileiros são infectadas pelo de mal de chagas, verminoses, malária, diarreias, dengue, não tem esgotamento sanitário básico, não acessa a água tratada e milhares sequer são registrados.
Para estas pessoas sem saúde, a educação é mais nefasta ainda, pois se ela existisse provavelmente faria aos cidadãos de segunda classe, buscarem mecanismos que possibilitariam sua visibilidade, fariam associações, cobrariam dos governantes e encontrariam soluções utilizando-se do conhecimento e dos recursos disponíveis.
Então quando o governo diz água para todos, não quer resolver o problema, mas quer votos para a próxima eleição, dizendo que é bonzinho e se preocupa com os habitantes do território, quando na verdade está sendo bonzinho e distribuindo benesses com os recursos alheios, objetivando apenas e tão somente levar vantagem político eleitoreira.
Não vejo nada mudar nesta história.
Todos os governos anteriores despejaram rios de dinheiro para a erradicação dos problemas da seca, ninguém conseguiu e nem se conseguirá enquanto não se investir pesadamente em educação e na saúde destas pessoas.
Entendo como investimento em educação a escolarização das pessoas com qualidade, com ensino sério, sem engodo. A educação que defendo, pressupõe capacitação das pessoas na compreensão do mundo, que resulte na capacidade destes cidadãos poder se expressar na língua nativa(e compreender o que as pessoas escrevem e falam), que sejam capazes de inovar e de se auto desenvolver e no futuro não tenham necessidade de serem tutelados pelo estado ou quem quer que seja, pois não parece certo apenas um terço das pessoas entender o que leem.
Quando alguém fala em educação, neste país, primeiro reclama do salário dos professores, depois reclama da merenda e instalações escolares.
Sempre que há manifestações de professores, significa bandeiras de partidos que se dizem socialistas tremulando, intermináveis dias sem aulas (não raro ameaçando o ano letivo) e pedidos de revisão salarial.
O que constato pode até não ser verdade, mas é o que se mostra.
Não reconheço nos movimentos, ideias recicladas, renovadas e mais aparentemente o governo não se interessa pela educação do seu povo e os professores também não.
Para o governo a educação se resume na reforma de escolas (quase sempre em tempo letivo, prejudicando as aulas), no envio de material didático, nem sempre de grande qualidade e em tempo, alguns estados e municípios fornecem uniformes e só. Todos os anos ao se iniciar o ano letivo, também começam os mesmos problemas, não necessariamente nesta ordem mas falta de material didático, escolas sem carteiras ou com estruturas a serem reformadas, falta de professores e com diversas improvisações.
Mais um engodo está na eleição dos diretores escolares.
Entendo que até pode ser o mais apto, o eleito, no entanto o sucesso da eleição está justamente na popularidade dos candidatos e não na aptidão. Portanto acabe-se com as nomeações políticas e eleições dos diretores e contrate-se por concursos, com avaliações rigorosas e com cobrança de resultados previamente definidos e acordados entre os gestores da educação e os diretores. Talvez o(a) diretor(a) não necessariamente tenha que ser professor(a), basta que queira dar o melhor de si e que atenda as habilidades necessárias para dirigir uma unidade escolar, de acordo com os objetivos definidos para que a educação forme cidadãos aptos serem inclusos numa sociedade que lhe dá direitos e lhe cobra deveres.
A saúde está paralela à educação.
Milhões de brasileiros são infectadas pelo de mal de chagas, verminoses, malária, diarreias, dengue, não tem esgotamento sanitário básico, não acessa a água tratada e milhares sequer são registrados.
Para estas pessoas sem saúde, a educação é mais nefasta ainda, pois se ela existisse provavelmente faria aos cidadãos de segunda classe, buscarem mecanismos que possibilitariam sua visibilidade, fariam associações, cobrariam dos governantes e encontrariam soluções utilizando-se do conhecimento e dos recursos disponíveis.
Então quando o governo diz água para todos, não quer resolver o problema, mas quer votos para a próxima eleição, dizendo que é bonzinho e se preocupa com os habitantes do território, quando na verdade está sendo bonzinho e distribuindo benesses com os recursos alheios, objetivando apenas e tão somente levar vantagem político eleitoreira.
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