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sexta-feira, 22 de março de 2013

ONDE ESTÁ A VERDADE

     Não sei o que está acontecendo.
    
     Não gosto dos conchavos que se arrumam, sobretudo os da América, abaixo do equador.
     
     Imediatamente alinhados, Brasil, Argentina, Equador, Paraguai, Bolívia e Venezuela.
     
     Não por interesses econômicos, geográficos e para o desenvolvimento comum dos seus cidadãos, mas para a supremacia e autopromoção de seus "salvadores da pátria", invariavelmente populistas  sem muitos pudores quando se trata de defender seus interesses pessoais comuns, a perpetuação no poder.
    
     Tudo vale para o fim, não existem coerências, limites morais e princípios éticos.  São adaptados aos sabores das necessidades de ações para o objetivo.
    
     As favas os discursos, eles só servem para coletar apoios e portanto sempre são adaptados as plateias, geralmente militantes pagos para garantirem aplausos e coibirem protestos.
     
     A manutenção dos apoios é um pouco mais onerosa. Implica necessariamente aparelhamento de estado, propaganda de promoção própria e de aliados, acesso a fatias de verbas públicas (sob a desculpa da governabilidade) e escândalos que produzem eventuais crucificados pela causa,  necessários para servir de anteparo para os tropeções dos salvadores.
     
     Onde estão a classe artística e a classe intelectual, históricos defensores da "esquerda progressista"? Que não denuncia os desvios, maracutaias e enganações (satisfeita, cooptada?).
     
     Os interesses que movem esses progressistas alinhados, não são os dos seus cidadãos, mas seus interesses pessoais.
     
     Para a defesa dessas idéias vale tudo, exceto respeito a lei.
     
     Se as promessas não deram certo, é porque "eles" nos boicotaram e não porque nós erramos ou fomos incompetentes.
     
      

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O BRASIL SEM MISÉRIA

     É notável a capacidade que o nosso governo tem de produzir notícias alvissareiras sem necessariamente produzir ações equivalentes.
     O governo diz que quer um país sem miséria, e para isso lança planos nacionais, priorizando os "mais necessitados", mas não toma medidas para impedir que continuem necessitados.
     Uma parte do projeto de um país sem miséria propõe a criação e instalação de um milhão de cisternas que acumularão as águas das chuvas para o uso nas épocas de seca. Excelente para propaganda  mas péssimo como solução para o nordeste.
     A falta de água é um problema tremendo e é claro, as cisternas amenizam a necessidade e a dependência de deslocamento para consegui-la.
     Parte da falta de água, histórica em nosso sertão, se deve sobretudo a maneira errada da exploração da terra, com cultivos errados a supressão de vegetação nativa e a inserção de cultivos não "naturais" e portanto não adaptados à região.
     A supressão da vegetação nativa, quer para cultivo ou para formar pastagens, potencializa os efeitos climáticos do excesso de sol no verão seco e impede a retenção de água e aumenta a erosão do solo no inverno chuvoso.
     Não vejo campanhas públicas para evitar as queimadas, vício nativo tão arraigado que poucas agricultores aram a terra, quer com tratores ou arados movidos por animais. Simplesmente queimam.
     Quem faz campanha anti queimadas é a empresa de energia elétrica e as empresas que plantam eucaliptos para celulose. Nada de organismos públicos.
     Portanto muito mais se faria para o nordeste e para a renda dos pequenos agricultores se a instalação de cisternas viesse implementada de trabalho sério modificando a raiz do problema. A maneira errada de exploração.
     Para ilustrar, as regiões agrícolas mais prósperas e em crescimento da Bahia, são ocupadas por agricultores gaúchos, paranaenses e paulistas (basicamente no sudoeste e oeste do estado) que mesmo sem incentivos oficiais, trouxeram novas técnicas. Não encontraram mão-de-obra e nem infraestrutura. Foram pioneiros.