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terça-feira, 9 de abril de 2013

VIAJE MAIS PRESIDENTE



     Infelizmente esse conselho é dado pelo presidente da Odebrecht. http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/1258560-marcelo-odebrecht-viaje-mais-presidente.shtml
     
     Nada errado quando o “prestígio” do ex-presidente Lula, seja “comprado” no interesse legítimo que as empresas tem de crescer e prosperar.

     No entanto, não é compreensível explicar e justificar com veemência um fato perfeito e claro, nem é possível ficar sem imaginar horrores, quando países alvos das visitas de Lula e interesses comerciais da Odebrecht, como Angola e Cuba recebem verbas do BNDES, carimbadas como secretas pelo ministério do desenvolvimento.

     Essa forma de governar onde o público (estado) / privado (empresas amigas e governantes) constantemente se confundem, seguramente os discursos raramente declaram suas intenções.

terça-feira, 26 de julho de 2011

OS RUMOS DO NOSSO PAÍS

     Esta semana(25/07/2011) a presidente Dilma, esteve no nordeste (Arapiraca) acompanhada do presidente de honra do Brasil o Sr Lula, aquele de nunca antes na história deste país, lançando um programa federal para a agricultura familiar.
     Aproveitou para se elogiar tecer loas a agricultura familiar deste país, seja lá o que ela significa, francamente acho que eles não sabem do que estão falando, o Sr Lula, tentou enumerar as inúmeras realizações do seu governo (não citou as corrupções).
     Se o discurso de que 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros são produzidos pela agricultura familiar for verdade, porque a renda da agricultura não corresponde à produção?
     É claro, sou filho de agricultores, sei como é difícil manter e ter renda em propriedades de pequeno porte. Ainda mais, quando a concorrência produz usando tratores e ceifadeiras.
     O fato é que o governo não entende ou não têm interesse em entender que o pequeno produtor não tem escala para conseguir bons preços e a logística é muito cara para ser suportada por ele só. sem falar que ele não conta com assistência técnica, veterinários e acessos a técnicas agrícolas que melhorariam sua rentabilidade.
     O governo faria mais pela agricultura familiar se incentivasse a criação de cooperativas, se fornecesse acesso a sementes selecionadas e adaptadas à sua região, se fornecesse técnicos agropecuários que pudessem ensinar a cultivar a terra e dela extrair o máximo sem agredir a natureza e a si próprios, disponibilizasse veterinários que pudessem melhorar os planteis de reses criadas nas pequenas propriedades, sem grandes discursos e eventos aproveitando as estruturas já existentes, por ora subutilizadas ou usadas para cabide de empregos.
     Embora a Bahia tenha um grande território, com possibilidades agrícolas, todos os progressos foram efetuados por emigrantes que vieram de outros estados e até países para produzir frutas, cereais, algodão, leite, entre outros.
     Só para exemplificar, a produção de farinha de mandioca é feita de forma artesanal, pouco diferente do que era no império e se perde grande parte do esforço produtivo pela ineficiência no plantio errado, no preparo artesanal, na ineficiência da comercialização, pelos acidentes que dilaceram membros dos produtores.

     Em nenhum momento ouvi alguém dos que defendem a agricultura familiar, fornecer alternativas que viabilizem as pequenas propriedades, cujo fundamental não é especializar-se mas prudizir de forma sustentável em propriedades integralizadas, produzindo comodites de maior valor agregados em diversos itens como leite, carne, grãos, legumes e verduras, frutas, mel  e etc... usando os dejetos como fertilizantes, melhorando a eficiência do regime de águas.
     Como parece que não sabem do que estão falando, ou tem outros interesses,  simplesmente definem como prioridade da política pomposa emprestar algum dinheiro para financiar um produção que não se sustenta e colher os frutos imediatos das benesses.
     Às favas os escrúpulos.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ser ou não ser.

   A campanha política corre solta, embora esteja proibida pelo TSE. Eles fingem que não fazem e nos somos lesados duas vezes, pagamos para ouvir mentiras e pagamos os que fingem nos defender.

   A educação pública em Salvador está um caos. A estadual fecha escolas sem aviso prévio, pune diretores por ousar reclamar e a municipal... começou o ano letivo com greve (quase 30 dias) e escolas estão sem carteiras para os alunos sentarem. Mas apesar disso tudo o mais grave é que ao andar pelas ruas, 10 horas da manhã, encontra-se multidões de alunos próximos as escolas, não estão estudando. Se o aproveitamento é precário em sala de aula, imagine fora.

   O Lula fala o que quer, quando e como quer, nada abala a popularidade de "sua santidade" . Estamos sem estradas, aeroportos no limite, telefones caros, carga de tributos crescendo, saúde ao Deus dará, o estado inchado, sindicatos, empresas públicas, UNE e ONG's aparelhados. Os ganhos que tivemos nos últimos anos poderiam ser maiores se "os sábios" do momento tivessem humildade e discutissem com a sociedade soluções necessárias e sobretudo não tivessem tanta necessidade de autopromoção e comparar-se com os governos passados. " nunca antes, na história desse país..." 

   Estamos comemorando crescimento do PIB zero. A "alegria" é que nos outros países o PIB foi negativo. Não consideramos que estávamos quase parando nos outros anos, enquanto os outros países comemoravam crescimentos nos estávamos entre os que menos cresciam. É um conformismo que me assusta, pois deixamos de aproveitar os ventos fortes e agora comemoramos que estamos parados. Seu filho não cresce, sua idade não avança, seu carro e imóvel não ficam velhos...

   Ganhamos na OMC direito a compensar perdas com os EUA. Beleza, e daí? Dependemos tecnologicamente de equipamentos, máquinas e tecnologias produzidas lá,  aumentando as taxas, aumentamos o custo das aquisições, se procurarmos outros fornecedores é provável que estes também aumentem os preços (certamente acontecerá com o trigo), portanto, e daí?

   O governo fala em "agricultura familiar". Tenho a impressão que não sabem do que estão falando. Por definição é pequena, artesanal, pouco eficiente. Não vejo incentivos para novas tecnologias, ao cooperativismo, a capacitação dos pequenos agricultores, a assistência técnica. Querer que o pequeno agricultor se conforme com a sua situação de dependência e não acesse aos confortos da vida moderna é equivalente a condená-lo ao atraso, colocando-o á margem da sociedade.

   O prefeito de Salvador, João Henrique, disse em recente entrevista á Rádio Metrópole, que os problemas de trânsito da cidade, em parte, é culpa das concessionárias, que vendem automóveis em até oitenta vezes. Acho que ele não sabe o que é gerir, governar, ser prefeito.