O governo federal continua metendo o pé pelas mãos.
Invariavelmente culpa os outros pelas suas dificuldades e erros, não admite nem como exercício para estimular a participação dos brasileiros. Vem de ideias prontas.
Vira e mexe nos impõe a tal reforma política, que ninguém sabe bem o que é, vem de planos anti corrupção e lança grupos de trabalho, comitês para todos os gostos, mas arregaçar as mangas e descer do salto, ainda não.
Todos os brasileiros estamos pagando mais caro pela energia elétrica e combustíveis, não pelas contingência do mercado mas pelas decisões política erradas, mas que serviram de propaganda e a releição.
O governo tem 39 ministros, milhares de assessores, mas consegue produzir pérolas administrativas, como usina eólica pronta sem a fiação para interligar as redes, estrada de ferro que chega ao litoral sem porto, faz a Petrobrás perder dinheiro quando mais produz, subsidia setores que não necessitam, financia movimentos sociais para ameaçar a sociedade e depois vender suas soluções.
Ao fim de tudo culpa os outros, tudo é uma grande conspiração internacional cujos objetivos é tomar conta dos nossos recursos naturais e nos dominar. Os únicos defensores da liberdade brasileira, são nossos atuais governantes e por isso vítimas de campanha sórdida bem paga dos meios de comunicação. Justifica-se aí a necessidade de controlar esses meios, para que só precisem falar a verdade oficial, ou seja, a versão do governo brasileiro.
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terça-feira, 17 de março de 2015
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
MANEIRA ESTRANHA DE GOVERNAR
A Dona
Dilma deve andar mal assessorada. Não é possível.
Atrasa-se na recepção do Papa
Francisco, postergando o cerimonial e fazendo o avião da Alitalia, dar voltas.
Não foi o bastante, teve o discurso de
recepção parecendo um palanque eleitoral tecendo loas às realizações do seu
partido no governo.
Na despedida, além do convite recusado
de um presidente de país vizinho, aparece ao lado de um líder sul americano,
procurado pela Interpol.
Anuncia medidas para resolver os
problemas do país e logo em seguida volta atrás, como no caso dos cursos de
medicina aumentados em dois anos e anulados depois, anúncio da importação de
médicos e postergada depois, a portaria que reduziria a idade para tratamento
de mudança de sexo, anulada depois.
Isso tudo em uma semana.
Disse também que Lula não vai voltar à
presidência porque nunca saiu.
Nada errado em se consultar os mais
experientes para construir uma solução para os problemas, não esquecendo que o
responsável é quem tem a caneta.
O governo não pode ser um lugar para
amadores, nem acho que quem governe, quem quer que seja, tenha a condição de
saber tudo.
Para isso existem assessores, que se
bem escolhidos e prioritariamente o fossem por competência, alinhariam os discursos
com a legalidade, bom senso e evitariam tantos tropeços.
A fama de gerente competente, está
cada vez mais distante.
Está mais para uma gerentona
autoritária, mal humorada e arrogante.
Qualquer gestor, público ou privado,
que se cerca de bajuladores e não dos mais competentes, compromete o
desempenho.
Anunciar intenções funciona num
momento inicial, mas sem algo palpável, o ânimo inicial passa ao descrédito.
Atender as expectativas de 200 milhões
de brasileiros não deve ser coisa fácil.
Fazer proselitismo, sectarismo e
adaptar os discursos a cada plateia sem uma coerência, uma linha mestra
seguramente é o caminho para desagradar a todos.
Se mudanças são necessárias, é
consenso, se o sistema é presidencialista, com três poderes independentes e
ampla maioria no congresso , porque governar com medidas provisórias?
Assuntos espinhosos devem ser
discutidos até que os avanços possíveis sejam incorporados e passaremos a uma
nova fase, é o rito da democracia, nem sempre na velocidade desejável, mas
sempre avançando o possível.
Discordar ou querer de outra forma
usando formas legais e previstas, deve ser incentivado.
A diversidade permite a criatividade e
soluções coerentes, coisa rara nas autocracias que fazem tudo, sabem tudo.
Também não ajuda a governar a
necessidade de nestes 10 anos de PT, não reconhecer que a situação brasileira
atual é fruto de incontáveis erros e acertos de governos anteriores, somados
resultam nos tempos atuais.
Mais fácil seria partir de onde
paramos e galgar os avanços possíveis, que sempre iniciar novos caminhos,
porque os governos anteriores não eram correligionários.
As experiências anteriores somadas aos
conhecimentos e necessidades atuais, devem embasar as decisões. A necessidade
de minimizar feitos anteriores e exagerar feitos atuais, talvez não tenha
grande influência em partidas de futebol, mas nas gestões são devastadoras.
A GRANDE ENGANAÇÃO
Nunca antes
na história deste país... (parafraseando o ex ou não presidente da república),
um governante teve tanta maioria no congresso nacional.
Portanto, todas as reformas desejadas
e necessárias poderiam ser propostas pelo executivo, e com as devidas
discussões, adaptariam o país às necessidades atuais.
Isso não ocorre.
Cabeças coroadas vivem às trombadas.
Engolimos medidas provisórias sem
urgência, solapando as discussões necessárias do congresso.
A nova forma de governar é anunciar
planos, com pompa e discursos arrogantes, reescrever a história, tecer loas as
promessas de realizações, quase sempre perfumarias.
Irrita-me a necessidade de comparação
com FHC.
FHC teve falhas e acertos, entretanto
invariavelmente o PT deseja reescrever a história desfazendo os atos
governamentais de FHC, sempre buscando uma acusação, um porém, uma informação
que volta de vez em quando com “novos documentos”, com novas descobertas.
Pergunto-me, se existiram tantos
erros, corrupção, desvios, caixa dois e o que quer que seja, porque voltam em
ondas? Porque não voltam com os devidos processos administrativos, judiciais ou
o que couber?
Sempre voltam por notícias nebulosas
da imprensa/internet em informativos ligados ao governo federal, por anúncios
de empresas públicas ou visivelmente vinculados por afinidades ideológicas ou
partidárias.
Quase nada tem origem nos órgãos
competentes que existem com o fim de fiscalizar os atos referidos.
Retorna à divulgação a tal lista de
Furnas, que vai e vem, como coringa, num jogo de cartas, guardada com laudos de
veracidade e repassadas com tons de novidade.
Mais espantoso é o caso da acusação de
formação de cartel nas obras do metrô de São Paulo, acusação genérica, que
tramita no CADE, órgão visivelmente aparelhado, (em segredo de justiça, o
acusado não sabe sequer do que o acusam, portanto não consegue se defender) e
que vem a baila, justamente num momento de crise de credibilidade no governo do
PT às vésperas de uma eleição decisiva.
Mais do que isso, embora a empresa
vencedora das licitações negue, comenta-se que ela tenha divulgado a tal
formação de cartel para poder se beneficiar da delação premiada.
Pode ser tudo verdade e, portanto
punam-se os culpados.
O modus operandi é que é questionável.
Não é possível imaginar que um país,
um município ou um estado possa ser reconstruído a cada troca de governo.
Lógico seria pensar que o sucessor aproveite os casos de sucesso e ajustasse
ações adaptando-as às necessidades e informações atuais.
Isso foi o que Lula fez no primeiro
governo pós-FHC e foi reeleito.
Portanto, eu desconfio de quem tem
gasta mais tempo para apontar erros dos outros que concretizar as próprias
realizações.
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