Mostrando postagens com marcador governo do PT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador governo do PT. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de março de 2015

A humildade como prova de sabedoria.

O governo federal continua metendo o pé pelas mãos.
Invariavelmente culpa os outros pelas suas dificuldades e erros, não admite nem como exercício para estimular a participação dos brasileiros. Vem de ideias prontas.
Vira e mexe nos impõe a tal reforma política, que ninguém sabe bem o que é, vem de planos anti corrupção e lança grupos de trabalho, comitês para todos os gostos, mas arregaçar as mangas e descer do salto, ainda não.
Todos os brasileiros estamos pagando mais caro pela energia elétrica e combustíveis, não pelas contingência do mercado mas pelas decisões política erradas, mas que serviram de propaganda e a releição.
O governo tem 39 ministros, milhares de assessores, mas consegue produzir pérolas administrativas, como usina eólica pronta sem a fiação para interligar as redes, estrada de ferro que chega ao litoral sem porto, faz a Petrobrás perder dinheiro quando mais produz, subsidia setores que não necessitam, financia movimentos sociais para ameaçar a sociedade e depois vender suas soluções.
Ao fim de tudo culpa os outros, tudo é uma grande conspiração internacional cujos objetivos é tomar conta dos nossos recursos naturais e nos dominar. Os únicos defensores da liberdade brasileira, são nossos atuais governantes e por isso vítimas de campanha sórdida bem paga dos meios de comunicação. Justifica-se aí a necessidade de controlar esses meios, para que só precisem  falar a verdade oficial, ou seja, a versão do governo brasileiro.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

MANEIRA ESTRANHA DE GOVERNAR

          A Dona Dilma deve andar mal assessorada. Não é possível.
          Atrasa-se na recepção do Papa Francisco, postergando o cerimonial e fazendo o avião da Alitalia, dar voltas.
          Não foi o bastante, teve o discurso de recepção parecendo um palanque eleitoral tecendo loas às realizações do seu partido no governo.
          Na despedida, além do convite recusado de um presidente de país vizinho, aparece ao lado de um líder sul americano, procurado pela Interpol.
          Anuncia medidas para resolver os problemas do país e logo em seguida volta atrás, como no caso dos cursos de medicina aumentados em dois anos e anulados depois, anúncio da importação de médicos e postergada depois, a portaria que reduziria a idade para tratamento de mudança de sexo, anulada depois.
          Isso tudo em uma semana.
          Disse também que Lula não vai voltar à presidência porque nunca saiu.
          Nada errado em se consultar os mais experientes para construir uma solução para os problemas, não esquecendo que o responsável é quem tem a caneta.
          O governo não pode ser um lugar para amadores, nem acho que quem governe, quem quer que seja, tenha a condição de saber tudo.
          Para isso existem assessores, que se bem escolhidos e prioritariamente o fossem por competência, alinhariam os discursos com a legalidade, bom senso e evitariam tantos tropeços.
          A fama de gerente competente, está cada vez mais distante.
          Está mais para uma gerentona autoritária, mal humorada e arrogante.
          Qualquer gestor, público ou privado, que se cerca de bajuladores e não dos mais competentes, compromete o desempenho.
          Anunciar intenções funciona num momento inicial, mas sem algo palpável, o ânimo inicial passa ao descrédito.
          Atender as expectativas de 200 milhões de brasileiros não deve ser coisa fácil.
          Fazer proselitismo, sectarismo e adaptar os discursos a cada plateia sem uma coerência, uma linha mestra seguramente é o caminho para desagradar a todos.
          Se mudanças são necessárias, é consenso, se o sistema é presidencialista, com três poderes independentes e ampla maioria no congresso , porque governar com medidas provisórias?
          Assuntos espinhosos devem ser discutidos até que os avanços possíveis sejam incorporados e passaremos a uma nova fase, é o rito da democracia, nem sempre na velocidade desejável, mas sempre avançando o possível.
          Discordar ou querer de outra forma usando formas legais e previstas, deve ser incentivado.
          A diversidade permite a criatividade e soluções coerentes, coisa rara nas autocracias que fazem tudo, sabem tudo.
          Também não ajuda a governar a necessidade de nestes 10 anos de PT, não reconhecer que a situação brasileira atual é fruto de incontáveis erros e acertos de governos anteriores, somados resultam nos tempos atuais.
          Mais fácil seria partir de onde paramos e galgar os avanços possíveis, que sempre iniciar novos caminhos, porque os governos anteriores não eram correligionários.
          As experiências anteriores somadas aos conhecimentos e necessidades atuais, devem embasar as decisões. A necessidade de minimizar feitos anteriores e exagerar feitos atuais, talvez não tenha grande influência em partidas de futebol, mas nas gestões são devastadoras.
         

          

A GRANDE ENGANAÇÃO

Nunca antes na história deste país... (parafraseando o ex ou não presidente da república), um governante teve tanta maioria no congresso nacional.
          Portanto, todas as reformas desejadas e necessárias poderiam ser propostas pelo executivo, e com as devidas discussões, adaptariam o país às necessidades atuais.
          Isso não ocorre.
          Cabeças coroadas vivem às trombadas.
          Engolimos medidas provisórias sem urgência, solapando as discussões necessárias do congresso.
          A nova forma de governar é anunciar planos, com pompa e discursos arrogantes, reescrever a história, tecer loas as promessas de realizações, quase sempre perfumarias.
          Irrita-me a necessidade de comparação com FHC.
          FHC teve falhas e acertos, entretanto invariavelmente o PT deseja reescrever a história desfazendo os atos governamentais de FHC, sempre buscando uma acusação, um porém, uma informação que volta de vez em quando com “novos documentos”, com novas descobertas.
          Pergunto-me, se existiram tantos erros, corrupção, desvios, caixa dois e o que quer que seja, porque voltam em ondas? Porque não voltam com os devidos processos administrativos, judiciais ou o que couber?
          Sempre voltam por notícias nebulosas da imprensa/internet em informativos ligados ao governo federal, por anúncios de empresas públicas ou visivelmente vinculados por afinidades ideológicas ou partidárias.
          Quase nada tem origem nos órgãos competentes que existem com o fim de fiscalizar os atos referidos.
          Retorna à divulgação a tal lista de Furnas, que vai e vem, como coringa, num jogo de cartas, guardada com laudos de veracidade e repassadas com tons de novidade.
          Mais espantoso é o caso da acusação de formação de cartel nas obras do metrô de São Paulo, acusação genérica, que tramita no CADE, órgão visivelmente aparelhado, (em segredo de justiça, o acusado não sabe sequer do que o acusam, portanto não consegue se defender) e que vem a baila, justamente num momento de crise de credibilidade no governo do PT às vésperas de uma eleição decisiva.
          Mais do que isso, embora a empresa vencedora das licitações negue, comenta-se que ela tenha divulgado a tal formação de cartel para poder se beneficiar da delação premiada.
          Pode ser tudo verdade e, portanto punam-se os culpados.
          O modus operandi é que é questionável.
          Não é possível imaginar que um país, um município ou um estado possa ser reconstruído a cada troca de governo. Lógico seria pensar que o sucessor aproveite os casos de sucesso e ajustasse ações adaptando-as às necessidades e informações atuais.
          Isso foi o que Lula fez no primeiro governo pós-FHC e foi reeleito.

          Portanto, eu desconfio de quem tem gasta mais tempo para apontar erros dos outros que concretizar as próprias realizações.