terça-feira, 31 de maio de 2011

UM POUCO DE HISTÓRIA

   Salvador é uma cidade histórica, a primeira capital do Brasil, a que ficou mais tempo nesta condição em nossa história e por muito tempo a mais importante. Bem as coisas mudam.
   Os casarões históricos, suas ladeiras, suas igrejas, praças do centro histórico são um patrimônio que vem sendo tratado sucessivamente de forma errada.
   Aliás o tempo não perdoa, quando o assunto e reciclar. Tudo nasce, cresce e morre. Não se trata de discutir do bom gosto ou se são bonitas, adequadas ou outros conceitos modernos.
   O que deveríamos é valorizar a nossa história, nossos antepassados que bem ou mal, permitiram a nossa existência.
   Só valorizamos o carnaval, onde aparentemente os recursos de muitos, vão para uns poucos e um pouquinho os festejos Juninos.
   IPAC, IPHAN, Prefeitura Municipal, Governo do Estado, Governo Federal, Câmara de Vereadores de Salvador, Assembleia Legislativa, ONGs e outras entidades que se dizem defensoras das tradições culturais soteropolitanas, não se entendem ou fazem ouvidos e mercador e o resultado é que a cada ano, prédios históricos desabam pois sem manutenção sofrem infiltrações, infestações de insetos, roedores, ocupações irregulares e as plantinhas que insistem em crescer em suas paredes. É a tal reciclagem do tempo.
   A preservação desta história, garantiria o reconhecimento e orgulho às novas gerações e o interesse histórico, motivaria incremento na geração de renda e empregos com a vinda de turistas, algo tão natural e simples em cidades históricas como Salvador que não é compreensível não ver o óbvio.
   Tudo isso estamos perdendo para o tempo.
   O emaranhado de interesses amarra qualquer tentativa, mesmo que privada, para a recuperação destes imóveis. Os únicos imóveis que possuem manutenções regulares, são as igrejas.
   Evidentemente ninguém pode ser contra o cumprimento das leis, de regras que afinal permitem que convivamos civilizadamente. O que essas leis não podem é emperrar e dificultar a ponto de tornar inviáveis os investimentos privados, que afinal só se materializam se obtiverem alguma vantagem, afinal quem simplesmente e conscientemente investe recursos onde não obtém retorno?
   O fato é que legalmente ou não, a manutenção não aparece e a única ação rápida do poder público é a eventual retirada dos corpos soterrados e parte dos entulhos que obstruírem as ruas do entorno.
   Em alguns imóveis, nota-se que houve intervenções paliativas com escoramento de paredes e sacadas, com hastes de metal e o fechamento das aberturas com tijolos e argamassa. As hastes de metal parecem feitas sob encomenda e em grande quantidade, pois são todas iguais. Fica a impressão que tem de ser usadas pois estão sem uso. 
   Este trabalho que deveria ser paliativo, torna-se permanente e é refeito de tempos em tempos. Cito caso do prédio do Corpo de Bombeiros da Baixa dos Sapateiros (Rua J. J. Seabra),
C de Bombeiros B dos Sapateiros 1978
onde tradicionalmente iniciava-se o cortejo para os festejos de Santa Bárbara e está a quase uma década com as hastes paliativas, sem a reforma necessária, sem a saída do cortejo popular e ainda acomodando o destacamento do Corpo de Bombeiros.
   Esse tratamento da nossa história deveria ser ato criminoso. Um povo sem história é um povo sem memória, sem valores e sem orgulho de ser o que é.
P.S. mais fotos:

terça-feira, 24 de maio de 2011

PELES ANIMAIS


          O uso de peles, quer seja para vestimenta, abrigo ou até mesmo para enfeites, não é recente é parte da história da humanidade.
         Beira a insensatez o que alguns ativistas de movimentos para a preservação, que eu compreendo pouco fazem.
         Os movimentos deveriam ser mais sábios e defender que os animais sejam criados e abatidos de forma mais “humanizada” e menos traumáticos.
          Mas não, são simplesmente contra como se não usassem produtos de couro, como sapatos, cintos, carteiras, assentos de carros e comem gelatina, sorvetes, geléias, sorvetes, gomas, embutidos, tomam remédios, usam instrumentos e aparelhos que sem peles e/ou couro seriam inviáveis economicamente ou não teriam as mesmas propriedades.
         Acho impossível dissociar a humanidade e o uso de peles.
         Muitos ativistas até propõe que simplesmente abdiquemos do consumo da carne de outros animais, pois, são submetidos a tratamentos estressantes e tratados de maneiras degradantes e pouco defensáveis.
        Esquecem que para a maioria dos seres humanos, o consumo e carne pode significar a diferença entre uma via saudável e subnutrição.
           Não são defensáveis tratamentos que imponham sofrimento e imponham condições de vida penosas, para a nossa satisfação.
         Não podemos esquecer que alguns animais não sobreviveriam sem os nossos cuidados e alguns até poderiam estar extintos na natureza, ou será que a vida nos zoológicos, quase sempre maior que na natureza, é natural.
         Alguns animais e suas peles servem para cuidar e criar outros animais sendo utilizados para rações, diversão e ou trabalhos, graças a suas habilidades “naturais”.
     Seria mais produtivo, se antenados com os novos tempos do “politicamente correto” exigíssemos que os animais sejam tratados dignamente, que recebam abrigo de modo que a relação seja boa para todos.
         A proibição pura e simples, os gritos histéricos, só fazem valorizar os mercados informais e aí sim, sem controle.

IMPOSTOS E TRIBUTOS




         A confusão está exatamente na semântica e na interpretação da palavra tributo.
        Tributo para quem paga é um imposto, uma descapitalização, uma doação compulsória.  Para o governo que os recebe, tributo é um agradecimento por serviços a serem executados ou pela própria existência dele, tão magnânimo, superior e não raro auto ungido como intocável, inquestionável e infalível.
         Os governantes se dizem democráticos, ouvem o povo, fingem interesse.
       Não raro e é sempre com boas intenções, reescrevem a história e se os fatos não forem totalmente favoráveis, mudem-se os fatos, as favas os pudores, isso é coisa para os reacionários.
         Apesar de legislações e instituições sérias, o respeito no tratamento das finanças públicas não é a prioridade. Não sendo prioritário usa-se o bem público, não em melhorias e atividades que beneficiem a maioria, mas em obras e atividades que permitam maior visibilidade e que portanto permitam a recondução dos mesmos grupos ao poder, perpetuando-se os auto ungidos.
       Tributo para quem paga é imposto (sempre maior do que deveria ser), mas para quem recebe é a gratidão (sempre menor do que deveria ser).

segunda-feira, 23 de maio de 2011

PORTUGUÊS

 
    A língua escrita é um código e portanto tem regras que se não cumpridas, podem não traduzir o pensamento e ou a ideia de que se quer dizer.    
   Não significa, no entanto, que ela seja estática, que não possa ser alterada e o é, primeiro pelo uso popular e só após nas academias. 
   Tenho uma imagem para ilustrar.
   Devemos usar a roupa adequada para os mais diferentes eventos diários.
   Não vou a um evento religioso de sunga, assim como não vou fazer compras num supermercado de pijama, é inadequado.
   Assim também é com a linguagem no uso do dia a dia.
   Eu espero de um médico, de um juiz, de um gerente do meu banco, uma linguagem adequada.
   O mais grave é imaginar que o que eu não conheço, não existe para mim. 
   O uso popular da língua pode ser adequado num ambiente e não no outro.
   O mais importante é que se a educação não for inclusiva ela perde o sentido.
  Encaro a educação como forma de alguém ter conhecimento suficiente para se adaptar às necessidades sendo capaz inclusive de buscar complementos sem ter que necessariamente ser tutelado.  Só se pode ser livre com informação.
   Evidentemente, não é aceitável que haja discriminação ou seja alguém maltratado em decorrência de diferenças, quaisquer que sejam.
   Essas diferenças no entanto, nos aproximam ou nos afastam, nos agrupam, criam identidades e permitem inclusive que criemos pontes para propiciar trocas mutuamente benéficas.
  Acho que a diversidade, livremente aceita e tolerável, deve ser incentivada, pois é motor da evolução criativa, sempre necessária.
   Neste aspecto, a todos, deve ser dada a liberdade de expressão, limitada apenas pelo limite lógico no qual o meu direito termina onde começa o seu.
   Enfim só usufruirei dos benefícios da evolução humana se eu estiver preparado para isso.
   E repetindo.  Só se pode ser livre com informação.

sábado, 21 de maio de 2011

CORRUPÇÃO

     Acho que o mal deste país se chama corrupção.
   Mas ao contrário do lugar comum, acusar autoridades, assumo minha parcela e faço mea culpa.
   É só andar pelas ruas de nossas cidades, conversar com pessoas, observar comportamentos e soluções e lá está a corrupção, não a grande, a que dá notícia, das autoridades, de pessoas de destaque.                  
   Ela está no dia a dia, nos "gatos" de energia elétrica, nos camelôs que ocupam calçadas e concorrem com os lojistas, nas passagens de ônibus para estudantes usadas por familiares ou por pessoas que querem pagar menos, falsificando matrículas escolares, em benefícios do INSS obtidos com documentos e argumentos falsificados, nas seguranças que temos que pagar para organizações informais, (aliás porque os policiais não trabalham diariamente, como todos), nas embalagens abertas dos supermercados. Entre inúmeras outras que poderia citar, que embora individualmente, sejam transgressões pequenas, no fim somadas, tornan-se gigantes e encarecem todas as coisas, aportam recursos escassos para atividades que poderiam ser utilizadas em coisas mais úteis. Somadas essas pequenas corrupções aos maus comportamentos como jogar lixo na rua, estacionar nas calçadas, depredar monumentos e praças públicas, omissão de quem poderia fazer a diferença, deixa-nos num caos.
     Imagine-se no supermercado comprando frutas, grande parte delas estão inutilizadas pelo péssimo manejo, são atiradas, batidas, amassadas. As pessoas que podiam fazer a diferença, se omitiram e eventualmente sequer tem consciência de que são culpadas.
     Acho que a corrupção de autoridades gravíssima, pois se aproveitam de uma condição inalcansável para a maioria para se beneficiar em prejuízo da coletividade.  É um péssimo exemplo, mas há mecanismos de controle e que mais ou menos eficientes,  funcionam. 
     As pequenas corrupções, as do dia a dia, tendemos a nos adaptar a elas, pois pequenas que são, soam como pequenos obstáculos que vamos contornando para não nos envolver nas soluções.
     Há ditados populares que dizem que esses problemas não são de hoje:E de pequeno que se torce o pepino, pau que nasce torno, morre torto...
    Acho que é hora de começar a cobrar de todos comprometimento. Das escolas que eduquem para os direitos e deveres ou invertendo, deveres e direitos dos cidadãos, dos pais valores morais e legais, dos poderes instituídos o cumprimento das lei, tal e qual escritas é igualmente de todos.
    Não consigo imaginar uma nação desenvolvida sem costumes e regras sendo seguidas. O jeitinho pode ser uma solução para situações inusitadas, se for usado como inovação ótimo, mas péssimo quando usado como maneira de burlar e enganar como é o nosso caso.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

OPOSIÇÃO

     Sinto falta de rumo nas oposições. 
    Aparentemente nomes de projeção nacional não sentam para conversar a muito tempo.
    Que a situação tenha mais dispostos a defendê-la é da condição humana,  pois associar-se ao sucesso é notoriamente mais fácil que criar alternativas e eventualmente aproveitar-se de sobras.
    O que a oposição necessita é de ideias novas ou mesmo recicladas mas que sejam capazes de serem alternativas as imposições atuais.
    Em nome da democracia, normalmente a minoria se submete.
   O que não é aceitável, é que a maioria seja  conseguida sem qua haja discussões qualificadas, argumentadas, justificadas.
    Não se trata de ser oposição e se traduzir por ser contra a tudo o que está aí sem consequência, mas de se levar em conta que no fim o que interessa é o bem comum e jamais seremos grandes sem objetivos pré definidos, até onde queremos chegar.
      Para a oposição, o dizer popular "farinha pouca, meu pirão primeiro" se encaixa perfeitamente.
      Não há uníssono nem na reforma política, que como está colocada, vai causar retrocesso no sistema de votos proporcionais, onde a maior parte dos eleitos, não são os mais votados, mas por um mecanismo, só compreensível aos iniciados, calcula-se um cociente e isso determina o número de parlamentares com direito a diplomação em cada sigla ou coligação.
      A proposição atual propõe que se vote nos partidos, em uma lista fechada, sei lá como ela será construída, com certeza não será aberta permitindo que se renove as lideranças.
     Uma reforma que implique em retrocesso, não deixa de ser uma reforma, embora possa se discutir se é benefica ou não.
     O uníssono da oposição se faz necessário, pois justamente assuntos assim impõe a todos a vontade de poucos à maioria.
    Eu não duvido que a ser aprovada a lista única, os atuais partidos em destaque, sairão fortalecidos, mas congelamos qualquer possibilidade de renovação e aumentaremos sensivelmente a submissão de muitos aos caciques que imporão suas vontades de acordo com suas conveniências.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

DESARMAMENTO

       Sei não, não dá para acreditar no sucesso da nova campanha para o desarmamento. Acho que o grande mérito é a concientização das pessoas. Vão se livrar de velharias guardadas nos fundos dos baús.
             Armas modernas, nunca vi nas reportagens que relatam o andamento das campanhas.
        Sem falar que as armas chegam aos assaltantes, traficantes, alguns meninos quase impúberes e por vezes apreendidas em escolas, ão me convence que o sucesso está intimamente ligado ao desarmamento.
          Vão continuar chegando, provavelmente com um preço um pouco maior ou de forma mais atraente para os criminosos que as traficam, pois darão mais lucro.
           É assim com as drogas, geram tanto lucro, que sabidamente algumas regiões e até países sucumbiriam se simplesmente a produção de drogas fosse extirpada.
         Seria mais eficiente mais possibilidades de aquisição legal, exigindo dos proprietários determinadas condições, tais como, treinamento e obrigação de registros periódicos. 
       Porque será que raramente são noticiadas apreensões de armas nas fronteiras, nas estradas. Normalmente as apreensões são em pequeno número e em batidas policiais em casas ou nos famosos baculejos.
        O verdadeiro problema está na impunidade ou na sensação de impunidade que as pessoas tem.  Estamos querendo fazer justiça com as próprias mãos.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

FUMAÇA

     Alguns assuntos tomam tempo demais de nossa mídia e blogs.
         Racismo -  Quanto mais se fala deste assunto, mais se radicaliza, acompanhem as discussões em blogs e colunas com prós e contras, cada vez mais radicais. Se já está criminalizado, use-se os caminhos legais e pronto, puna-se os exageros.
       Homofobia - Ainda falta criminalizar, a sociedade não faz leis, o legislativo deveria capitanear a legislação pertinente e acabou o assunto.
    É claro que acho que quem sofre as privações de uma eventual privação originada por um motivo injusto, sofre de forma covarde, pois não tem como se defender de uma condição física sobre a qual não pode interferir.   Assim quando se disser que o gaúcho é gay, ou a loura é burra, ou se faz piada com Campinas ou Pelotas,  português, judeu,  turco ou até religioso, não se está discriminando? Se existisse uma revista Raça e aludisse a pele branca(capas e a maioria dos assuntos tratados), ou uma banda chamada Raça Branca, entre outros exemplos, sobreviveriam? Seriam taxados de racistas?
   Portanto eu acho, que é fumaça demais para pouco fogo.  Assim os obstáculos deveriam servir para fortalecer e superá-los deveria ser meta.
    Vi uma entrevista de um deputado federal, Numa revista chamada Caros Amigos, edição de abril, onde o parlamentar em questão, deduz que parte dos travestis se prostituem por ser a única alternativa que resta.
     Não posso concordar, pois assim é muito fácil, é sempre culpa dos outros, deixo assim de ser responsável pelo meu destino e escolhas que faço.    Em muitas atividades a liturgia é tão importante quanto a própria atividade. Hoje um Presidente da República do Brasil, que exibisse tatuagens e piercing seria eleito? Alguém seria capaz de confiar seu dinheiro a um gerente de banco com corportamento hippie?  
     Portanto eu não tenho o direito de não ser educado e não respeitar aos outros, suas convicções, suas escolhas, suas condições. Mas também tenho o direito de escolher a que grupo pertenço de gostar ou não.
 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

MODISMOS

     Não sei porque, mas os assuntos tratados pelos jornais, revistas, blogueiros, televisão e outros meios de comunicação parecem ser pensados por poucas pessoas.
   Antigamente eu lia dois jornais, duas ou três revistas semanais e assistia a pelo menos dois telejornais diferenes para poder ter opiniões e notícias variadas.
     Hoje não é mais necessário. Basta ler um jornal, ver um telejornal, uma revista semanal e pronto. Nem os Blogs escapam do lugar comum.
    Alguns assuntos irritam:
    Bulling;
    Casamento Real na Inglaterra;
   Ficha limpa/ficha suja e políticos nomeados para assuntos importantes apesar do currículo, que mais parece folha corrida policial;
    Greves do serviço público, que fica por isso mesmo;
    Comparações Lula/FHC;
    Muitos outros pederiam ser citados.
   Aparentemente, poucos meios buscam fatos, apenas reproduzem os assuntos produzidos por outros e os maquiam com "especialistas de qualquer área", a postos para justificar qualquer assunto.
    Ainda não sei definir se estamos mergulhando na escuridão ou se é isso mesmo e antes eu não percebia.
     Hoje dedico mais tempo para ler assuntos tratados por colunistas renomados ou não e que aparentemente não estão vinculados com a reprodução pura e simples de notícias das manchetes, que em ler periódicos que parecem editados pelas mesmas pessoas.   
 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

ESTUDAR OU NÃO




     Qualquer ser racional sabe das inúmeras vantagens que leva o letrado em relação ao iletrado.
     É claro que a vida está cheia de exemplos de sucesso que podem provar que o ensino formal não é uma garantia absoluta de nada.
     Inúmeros outros fatores interferem na trajetória de vida e escolhas bem sucedidas.
     Mas imagine a combinação de conhecimento, com algumas habilidade/escolhas da natureza humana, tais como: craque do futebol, político, empresário, agricultor, dentre outras.
     Alguns jogadores de futebol são referências como atletas, mas não o são como exemplos de vida e alguns o são nos dois campos, cito Raí, Kaká, Pelé, Carlos Alberto, Tostão e outros. É clara a ligação entre as duas condições.
      Essas relações podem ser vistas na agricultura, cujas observações e alterações de técnicas, aumento de produtividade estão diretamente relacionadas ao conhecimento e ensino formal.
      O protagonismo da história está, e estará sempre sujeito a capacidade que os seres humanos têm de se adaptar e moldar os recursos às necessidades, ou então, não fosse tão importante, porque as nações mais desenvolvidas do mundo também são as mais instruídas e as empresas de modo geral, só contratam os profissionais mais preparados formalmente.
      Entretanto, para ser político popular, não precisa ser formado em faculdades, basta saber falar o que as pessoas querem ouvir e encontrar um grupo disposto a espelhar os mitos e jargões que as paixões produzem, centradas nas dúvidas e dificuldades que enfrentam no dia a dia. Assim é Lula, assim foi Getúlio Vargas, assim foi Hitler. Lula, Getúlio Vargas e Hitler só são comparáveis na forma de vender suas idéias. Não admitem oposição e sempre tem um culpado externo para as próprias limitações e erros, e, propaganda, propaganda, propaganda.
       Voltando a questão estudar ou não. A educação é comparável a observar a paisagem de uma janela. Quanto mais próximo da abertura, maior será o campo de visão, portanto mais informações, o que possibilita tomar decisões após uma análise de variáveis que podem interferir no resultado final, com maior acerto.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

LUCIDEZ

     Em poucos dias, no início de abril, dois fatos geraram comoção nacional. O caso do Deputado Federal Bolsonaro e a morte horrível das crianças no Realengo.
        No caso do Deputado, conhecido pelos seus arroubos, eu entendo injustificada. Ele pode dizer e falar o que quizer, no foro adequado instado a dar explicações, por quem se julgar ofendido. Mas daí a dar tanta repercussão, devassas à vida do parlamentar, generalizações e julgamentos  resultam justamente no contrário do que pregam, a liberdade de opiniões e diversidade. Se tem alguém a favor, também pode ter alguém contra, é basico. 
         Aquela lei da física, da ação e reação também se aplica aqui. Quanto mais aguerrida a defesa, mais forte será o ataque. Até o equilibrio.
        É claro que eu não concordo com  deputado, tampouco concordo com tanta repercussão para um assunto que a meu ver é menos importante que educação, falta de perspectivas para os jovens, corrupção generalizada, morosidade da justiça, crescimento da violência civil e policial, aparelhamento estatal. 
          Corremos o risco de olhar para a floresta  e ver somente as folhas.
          Em relação ao caso do Rio de Janeiro, comovente, inexplicável, incompreensível. Muito se falou, especialistas, populares, jornalistas. Mas vejam o policial, um heroi em todos os sentidos, só o foi porque estava numa ação policial próxima, senão estaria armado de revólver e quiçá quanto tempo  teriam demorado para chegar ao colégio. Pelos vídeos que vi, a rua já estava lotada de moradores, antes que a segunda viatura chegasse, 25, 30 minutos talvez. É muito tempo.
           A imprensa, esmiuçou a vida do bandido e da família. 
          A família, compreensivamente, mesmo sem nada dever, tem medo de aparecer, pois teme os fazedores de justiça. Como se pode reclamar de um ato insano, cometendo outro. E mais, aproveitando o anonimato, como pichar  e arrombar a casa  do assassino.
           Tiro uma lição disto. Nunca estaremos suficientemente preparados para situações limite, mas a polícia tem de ser mais ágil e o povo tem que ser mais civilizado. Precisamo saber olho por olho e dente por dente é um retrocesso. 
            E finalmente o bom senso. Aplausos para os alunos que pintaram a casa pichada. Isso é civilidade.


        



JOGAR PARA A TORCIDA

-   Na Bahia e Salvador sabidamente pobres, sem grande industrialização, não se tem a impressão de valorizar o turismo,  reconhecidamente uma das atividades econômicas com melhor custo/benefício e a curtíssimo prazo. O Pelourinho, suas igrejas e prédios históricos (exceto raras exceções), estão ao Deus dará, sem falar nos turistas que ainda assim insistem em nos visitar. 
-  A Prefeitura Municipal de Salvador diz que vai multar quem joga lixo na rua, mas não recolhe nem mesmo o que é de reponsabilidade dela, as podas de plantas e gramíneas ficam acumuladas por dias nos locais onde foram efetivadas, sem coleta.    
-  A Prefeitura fixou placas proibindo a carga/descarga de caminhões nas ruas de Salvador durante o horário útil, mas todos os dias lá estão.
-  O Estado diz que alfabetizou 751 mil baianos com mais de 15 anos, a um custo de 190 milhões de reais (R$ 250 por aluno) mas proliferam informações de escolas municipais e estaduais com aulas parciais por falta de professores e ou instalações em reforma. Para estimular a leitura, dos alfabetizados, doou 30 mil livros (ou 25 alunos por livro), ou seja, nem ele acredita nos resultados.
- O governo do estado disse que 80 % dos crimes de Salvador estão relacionados ao crack, a Prefeitura não tem locais para atender meninos de 15 a dezessete anos que querem buscar recuperação.
-  Os cartórios (na Bahia ainda não houve a privatização) exigem filas quilométricas que se formam de madrugada. Mas a justiça ,divulga em comercial que prima pela transparência. Não sei se resolveria, mas pelo menos teria de quem cobrar.
-  A presidenta disse que no Brasil só não estuda quem não quer, o Ministro da educação, disse que triplicamos o número de graduados anuais, então porque continuamos tão mal quando comparados aos outros países.
- Ocupamos "comunidades", levamos a lei e a ordem, porque não regularizamos as ocupações com títulos, abrimos ruas para que possam passar veículos, esgotos, ônibus, e quem assim o desejar.
-   Ouvimos o nunca antes na história de país a exaustão e porque tenho a sensação de já vi este filme antes.
-   As autoridades somente tomam providências após as denúncias da imprensa, porque não fazem o trabalho para qual estão contratadas.
    O que sei, é que somos bons em berrar nossas realizações, as vezes até exageramos, mas não admitir que falhamos é arrogância e no mínimo nos impede se encontrarmos o rumo certo.
 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Marketing e ações governamentais

     O prefeito de Salvador-BA, João Henrique é bom em ações que repercutem na imprensa, espalhando a imagem de quem está preocupado com a cidade. 
     A imagem é associada a um ser humano lutador tais como ações na justiça contra multas de trânsito, ações na justiça contra a cobrança de estacionamento em Shopping Center(renunciaria ao mandato se a cobrança passasse a existir), banhos de luz, banhos de asfalto, multas e prisões para os fazedores de xixi na rua, descarga de mercadorias em horários especiais, revitalização da orla (dizia-se que a nossa orla iria se parecer com a de Miami, eu estaria satisfeito se parecesse com a de Aracajú) e recentemente multa para os jogadores de lixo na rua (claro, existem outras como feijoadas, inaugurações de praças que depois são abandonadas...)
     Nenhuma das ações  teve o resultado próximo ao divulgado e não vai ser diferente no caso do lixo.
     Senão vejamos:
     - Não há um programa de coleta seletiva, portanto os catadores de lixo arrebentam as embalagens para retirar o que interessa e o restante fica espalhado pelo chão;
     -  Não existem máquinas para limpar as sarjetas(quando existem), usa-se vassoura;
     -  Não há grande regularidade na coleta do lixo nem divulgação de eventuais mudanças;
     -  Não há mobilização popular para não colocar  lixo a qualquer hora e em qualquer lugar;
    -  Não são vistos coletores onde as pessoas poderiam colocar o lixo a salvo de animais soltos e intempéries(aliás controle de animais não funciona ou não existe);
     Portanto é mais uma medida que é boa para a imprensa e discussões intermináveis, mas de efetivo, nada.
     -
      

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Ideologias

    Ultimamente reescrevemos a história de forma apaixonada e quase sempre sem muito compromisso histórico. Vejo isso numa novela da Globo chamada Araguaia. Além de evidentes inverdades relativas ao comportamento e cultura indígenas, mais parecem "made in USA', ainda quer nos fazer crer que os militares eram bandidos e os guerrilheiros e ou revolucionários os mocinhos. Para alguém como eu, sem compromissos nem com um lado e nem com outro, acho que bondade não existiu em nunhum lado e ditadura, independente das razões que alegar, nunca é a melhor forma de fazer as coisas. Méritos tem que ser dados aos militares que por bem ou mal, mantiveram uma certa unidade, deram um rumo para o desenvolvimento brasileiro e também méritos aos que sairam às ruas para reclamar, se expuseram, foram exilados e inclusive méritos para os que tomaram armas, pois a soma das ações contrárias limitaram a amplitude das consequências. Para mim, a grande verdade e que houve vencedores e vencidos (indenizados regiamente, a maioria pelas notícias da imprensa). Nada garante que se a ditadura fosse implantada pela "esquerda", seria menos violenta ou nossos rumos fossem outros. Provavelmente estaríamos alinhados com as idéias comunistas, e... todos sabemos seu métodos. De qualquer forma a "esquerda" está no poder, eu até me engajei para isso. Os resultados não foram os que eu esperava, colhemos os frutos de plantações anteriores, tivemos ótimas chuvas, mas investimos pouco em novas plantações e em alguns casos colhemos as frutas arrancando os galhos. Na prática, trocamos o conteúdo do balde, mas continuamos sem limpar a casa. Como moro na Bahia, observo mais de perto as tais mudanças. Antes tínhamos ACM e toda a sua fama (truculência e etc...), manifestações estudantis e sindicais que paravam Salvador, carnavais cujos artistas paravam os trios elétricos em frente aos camarotes de autoridades e a elas teciam loas. Hoje temos Jaques Wagner e toda a sua fama (sedutor e etc...), e todo o resto igual. As algemas são macias hoje. O que mudou mesmo é que a máquina pública ficou mais cara. Mais viagens, mais cargos, mais propaganda. Os buracos são os mesmos, as escolas continuam sem educar, os hospitais sobrecarregados, a segurança pública assusta, a justiça... enfim, só as algemas é que são menos sentidas, mas continuam nos prendendo.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Autoridade e Educação

   A nossa educação escolar, a meu ver, depende muito da autoridade dos professores. Para mim autoridade e a capacidade de se impor hierarquicamente em assuntos qua não podem ser objeto de negociação, caso por exempo da disciplina e nescessariamente é conseguida pelo exemplo, pela postura, pelo acerto das decisões, coerência. Como posso seguir alguém que diz uma coisa e faz outra. Posso me impor pelo autoritarismo, eu mando, em posso, sou mais forte, sou o chefe.

   Para mim, sem modéstia, na sociedade de modo geral e na escola em particular faltam autoridades, ou seja, aquelas pessoas que cativam seguidores pelo exemplo, idéias e atitudes. Temos dificuldades de ver pessoas com posições claras, de saber quem é contra ou a favor. Os pais não são mais pais, são amigos dos filhos. Amigos não estabelecem limites, descobrem coisas juntos. Ser amigo do seu filho vale para casos específicos, imagine-se numa situação nunca antes vivida, por exemplo a dor da perda de um ente querido (especificamente no apoio mútuo), mas, nas situações do dia a dia nem pensar. Tenho amor aos meus filhos e enteados mas isso não muda minha condição de pai e padrasto. Educo para o mundo, a minha experiência de vida deve ser passada aos meus descendentes para que possam ser mais sábios que eu, pois saberão o que sei e mais o que aprenderem.

   Na verdade a autoridade exige compromisso e autoridade nem sempre é simpática. Deve ser coerente e correta. É intransferível, cada um tem que fazer a sua parte. Na educação é fundamental que os pais, os professores, a sociedade em todos os segmentos cumpra suas obrigações. Enquanto os pais se livram dos filhos e os professores dos alunos, o cidadão submerge e aparece o marginal, tratado pela polícia e estatísticas.

   Acho que só a falta de autoridade justifica que alunos cheguem armados na sala de aula, usem a escola como posto de tráfico de drogas, ameacem os professores fisicamente.

   Parei de lecionar a quase vinte anos, fisicamente mudei muito, inclusive, resido a mais de 3 mil quilômetros de onde fui professor, raramente passo na cidade onde fui professor, mesmo possuindo um imóvel lá.  Quando passo nas ruas, nessas raras ocasiões alguns alunos me reconhecem e me cumprimentam, acho isso uma prova de autoridade.

    Como devo ensinar ao meu filho respeito aos outros se eu mesmo não respeito, como exigir que coloque o lixo nos coletores, se eu coloco no chão, que goste de leitura se não leio e etc...

   Enfim, se o que digo e o que faço forem iguais é o mais efetivo dos ensinamentos.